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Cidades

Legalização da maconha deve expandir crimes e “cracolândias” pelo país, avalia coronel Assis

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Raul Bradock

O deputado federal Coronel Assis (União Brasil), externou seu descontentamento com o avanço das discussões sobre a possibilidade da liberação da maconha no Brasil.

O parlamentar, que já atuou na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia e também foi comandante geral da Polícia Militar no estado, entende que essa situação, caso avançada, pode aumentar o índice de criminalidade no país, além da dependência de pessoas em áreas conhecidas com o “cracolândias – com alta concentração de viciados.

“Falar que essa droga faz bem? Claro que não! Eu fui policial militar por cerca de quase 30 anos, né? Trabalhei quase toda a minha carreira na rua, na região da fronteira com a Bolívia. Embora não tivéssemos ali a produção, mas tínhamos que combater essa droga, que faz tão mal a sociedade brasileira”, disso o parlamentar, durante discussão na Câmara.

Segundo Assis, o submundo das drogas é um local perverso, onde o usuário, se não pagar a dívida, é morto.

“Quem não paga, morre. Falar que essa droga faz bem? Claro que não, né?  Vai aumentar o índice de pessoas nas Cracolândia, dependentes químicos em todo território nacional. Com certeza, inúmeras famílias serão afetadas direta e indiretamente. E isso, com certeza, acarreta o aumento dos índices de furto, de roubo e, por consequência, os índices de homicídio”, afirmou.

Na semana passada um pedido do deputado Zé Vitor (PL-MG) foi aprovado para que a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados debatesse Resolução 715/23, do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

Essa resolução, em seu item 49, pauta ações em relação à legalização do aborto e da maconha. “Garantir a intersetorialidade nas ações de saúde para o combate às desigualdades estruturais e históricas, com a ampliação de políticas sociais e de transferência de renda, com a legalização do aborto e a legalização da maconha no Brasil”.

O debate aconteceria nesta quarta-feira (20), mas foi cancelado. Isso porque também na semana passada, a ministra da Saúde Nísia Trindade, disse em audiência na câmara que essa resolução, aprovada em julho, é “uma medida de praxe, exigida pela legislação, e que não representa apoio a todas as orientações”.

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