Lealdade levou a crimes

Militares afirmaram participar de esquemas por lealdade a superiores

(Foto: Suellen Pessetto/O Livre) - Juiz Marcos Faleiros reinterroga cabo Gerson Correa

O corporativismo na Polícia Militar de Mato Grosso talvez nunca tenha ficado tão explícito quanto nos reinterrogatórios do coronel Evandro Lesco, ex-chefe da Casa Militar, e do cabo Gerson Luiz Correa Junior, nas noites de terça e quarta-feira (16 e 17).

Os dois, acusados de crimes diferentes, mas de envolvimento no esquema de interceptações telefônicas ilegais, confessaram em juízo suas participações e afirmaram: agiram por lealdade.

O coronel Lesco, segundo afirmou, agiu por lealdade ao coronel Zaqueu Barbosa – primeiro militar que foi procurado pelo suposto orquestrador dos grampos, o advogado e ex-secretário Paulo Taques.

O cabo Gerson, por sua vez, afirmou ter entrado no caso por lealdade ao coronel Lesco. “Fui, sou e sempre serei, à amizade do coronel Lesco, muito leal”, garantiu ele, ao Conselho Militar.

O cabo ainda lembrou que, por este motivo, evitou envolver o nome do oficial nos interrogatórios anteriores, mas que sabia que, no momento oportuno, Lesco iria confessar. “Não esperava outra atitude dele”.

Gerson ainda foi além. Disse que, tendo Lesco participado do caso, ele acreditava que nada daria errado. “Ele, estando presente numa situação dessas, pra mim era um guarda-chuva muito tranquilo”, comentou.

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