JudiciárioMato Grosso

Justiça volta atrás e absolve mãe acusada de enforcar bebê de 23 dias

bebê recém-nascido abandonado na igreja - aborto
Foto de Camilla Zeni
Camilla Zeni

Juliana Jesus Miranda da Silva foi absolvida pelo Tribunal do Júri de Mato Grosso da acusação de ter enforcado sua própria filha, na época com 23 dias de vida. A sentença foi homologada pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, no dia 19 de junho.

O crime teria acontecido em junho de 2008, em um hotel de Cuiabá, onde Juliana trabalhava e morava com três filhos. Naquela noite, ela teria se irritado com o choro da bebê, e, impaciente, pegado a filha pelos pulsos e a jogado fortemente contra a cama. Depois, apertado seu pescoço até matá-la. Juliana foi denunciada pelo Ministério Público do Estado (MPE).

Interrogada, a proprietária do hotel disse que, na manhã seguinte, Juliana disse não se sentir bem e pediu seu telefone. Ela ligou para o pai da criança. A mulher disse ainda que diversos hóspedes perguntaram o que tinha acontecido com a bebê, que teria chorado a noite inteira.

Quando o homem chegou, foi com Juliana para o quarto e, ao descer, já teria informado à proprietária que a bebê tinha sido espancada e que iria à delegacia. A mãe confessou a morte da bebê, mas disse não saber como tinha acontecido.

Segundo Juliana, ela teria amamentado Ana Júlia e, depois, dormido. Quando acordou, a criança já estaria com sangue escorrendo pela boca. A defesa da mulher pediu exame de insanidade mental, mas o resultado foi negativo. Depois, a acusada revelou ter sido coagida a confessar o crime, e reafirmou sua história inicial. Ela frisou ainda que teve que voltar ao trabalho apenas 15 dias após o parto, e que estava muito cansada naquela noite.

Em 2016, Juliana passou por um julgamento no Tribunal do Júri, que a condenou a 16 anos pela morte de Ana Júlia. Meses antes, ela tinha sido condenada por “abandono de incapaz com resultado de morte”. O caso se refere a um outro filho da acusada, que tinha apenas dois anos e sete meses.

Depois da condenação, a defesa da mulher entrou com recurso e pediu um novo julgamento. Dessa vez, ao analisarem o caso, o próprio Ministério Público pediu sua absolvição.

Para o júri, não havia provas suficientes que pudessem imputar à Juliana a autoria do crime.

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