Justiça ordena testes em detentos e governo de MT estuda como pagar por isso

Além dos valores, não há produto no mercado para atender sequer a rede pública de saúde ou profissionais para realizar os exames

(Foto: Reprodução)

Técnicos da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) ainda não sabem como cumprir a determinação judicial para que se realize testes rápidos de covid-19 nos 2,3 mil  presos da Penitenciária Central do Estado.

Segundo a assessoria de imprensa da pasta, os técnicos estão avaliando a situação e não descartam a possibilidade de recorrer.

Entre os motivos estão a falta de exames disponíveis em toda a rede de saúde, bem como as dificuldades em se contratar profissionais que façam o serviço, já que a maioria está na linha de frente de atendimento aos doentes.

O governo de Mato Grosso também está orçando quanto custaria atender à exigência.

Já os equipamentos de proteção individual pleiteados pelos servidores da unidade prisional, a Sesp informou que foram encaminhados.

A decisão

O pedido de providências veio da Defensoria Pública de Mato Grosso e se estende também aos agentes prisionais. A suspeita é que eles é que estejam levando o coronavírus para dentro das unidades prisionais.

“Ao fazer a testagem, teremos ao menos como evitar que os agentes contaminados, por exemplo, continuem trabalhando e levando o vírus para lá, já que desde março as visitas, tanto de advogados como das famílias, estão suspensas”, diz o coordenador do Grupo de Atuação Estratégica do Sistema Prisional, André Rossignolo.

A informação que se tem até agora é que, ao menos, 600 presos da PCE teriam testado positivo para a covid-19. Mas, segundo a Defensoria, os boletins informativos semanais sobre a saúde dos presos – não só de lá, mas de outras unidades – não têm sido oferecidos.

Para fortalecer a reivindicação, a Defensoria argumenta ainda que o histórico de superlotação de todas as cadeias, a carência de médicos, as péssimas condições dos espaços, o calor extremo das celas, associado a impossibilidade de práticas constantes de higiene por parte dos presos são elementos que facilitam a propagação da doença.

(Com Assessoria)

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