Justiça não vê transtorno mental em rapaz que estuprou e matou menina de oito anos

O acusado precisou ser transferido de presídio, diante da grande repercussão do caso

Juiz Anderson Candiotto, de Sorriso - (Foto: Divulgação/TJMT)

O juiz Anderson Candiotto, em substituição na Primeira Vara Criminal de Sorriso (420 km de Cuiabá), negou pedido da Defensoria Pública para análise de insanidade mental em Jonathan Nicolas Duarte, de 20 anos, acusado de estuprar e matar asfixiada sua vizinha, de apenas oito anos.

O pedido foi feito pelo defensor Felipe de Mattos Takayassu, que pleiteou ainda a internação e o acompanhamento psicológico para o acusado. Contudo, para o juiz, “não restou demonstrado na audiência de custódia qualquer indício, mesmo que mínimo, de que o indiciado tenha algum tipo de transtorno mental ou psicológico”. Por isso ele negou o pedido.

Na sexta-feira (19), Jonathan também foi transferido para outra penitenciária no norte do Estado, uma vez que o diretor do Centro de Ressocialização de Sorriso, onde ele estava preso de forma preventiva, ponderou que a unidade não teria estrutura para garantir a segurança do acusado, diante da repercussão na comunidade local.

O crime

O caso aconteceu na noite de quarta-feira (17), depois que Jonathan ficou bebendo com amigos. O acusado era vizinho da vítima, conhecia a rotina da família e sabia o melhor horário para praticar o crime, segundo seu próprio depoimento.

Ele afirmou que tomou seis corotes de Catuaba e fez uso de maconha. Então, sentiu vontade de praticar sexo com a menina e, sabendo que ela estaria sozinha em casa, esperou que todos em sua casa fossem dormir para que pudesse ir cometer o ato. O crime teria sido consumado por volta da 1h de quinta-feira.

A criança, Natalya Bianca Lima Gonçalves, tinha apenas oito anos e deu entrada no Hospital Regional de Sorriso na tarde de quinta-feira, com sinais de convulsão. O crime só foi descoberto após a morte, em exame de necropsia, que apontou também que ela teve o pescoço quebrado e morreu asfixiada.

Pela confissão de Jonathan, ele primeiro a asfixiou, a viu convulsionar e desmaiar, e só então tirou sua roupa e a estuprou. O juiz considerou que o acusado “não possui qualquer respeito e o total desprezo para com a vida humana, face os requintes de crueldade”.

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