Justiça mantém prisão de suposto chefe do Comando Vermelho no interior de MT

Acusado foi preso na Operação Tentáculos, da Polícia Civil, e aguarda sentença em processo movido pelo MPE

Juíza Ana Cristina Mendes ouve delator de desvio de recursos na Seduc (Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

A juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Ana Cristina Silva Mendes, rejeitou revogar a prisão preventiva de Fábio Barbosa Freres, conhecido como “Barba Negra”, acusado pela Polícia Civil e Ministério Público Estadual (MPE) de ser um dos líderes da organização criminosa Comando Vermelho no município de Campo Novo do Parecis (391 km de Cuiabá), interior de Mato Grosso.

A decisão foi publicada no Diário da Justiça desta quarta-feira (17).

A magistrada rejeitou o pedido formulado pela defesa, de constrangimento ilegal, pois mesmo após encerrada a fase de produção de provas o acusado ainda segue preso preventivamente.

O argumento para manter a prisão preventiva é o “grau de periculosidade do acusado”. Interceptações telefônicas da Polícia Civil mostrariam que Fábio Barbosa Freres “exercia claramente” a liderança do Comando Vermelho.

“Restou apurado sua participação, em tese, por meio dos registros cadastrais na referida Organização Criminosa, investigados na fase inquisitorial, tendo se constatado que, possivelmente, FÁBIO, vulgo o “Barbosa ou Barba Negra”, como é frequentemente citado nas interceptações telefônicas realizadas, o qual exerce liderança do grupo na Cidade de Campo Novo do Parecis”, diz um dos trechos da decisão.

Atuação da organização criminosa

O acusado foi preso na Operação Tentáculo, deflagrada pela Polícia Civil em julho de 2019 para desmantelar uma quadrilha que ordenava de dentro dos presídios crimes de roubos, tráfico de drogas, homicídio e estelionato.

A investigação apontou que os criminosos, todos integrantes de facção criminosa ou ligados a facção por meio da associação para o tráfico de drogas, atuavam tanto no interior das cadeias/presídios, quanto fora delas, agindo de maneira extremamente organizada, usufruindo de proteção imposta pelo medo, desde a eliminação dos rivais para tomar e estabelecer territórios, administrando eventuais conflitos e impondo regras.

Além do tráfico de drogas, roubos e homicídios, foi identificado que a organização criminosa praticava estelionatos em modalidades diversas, como golpes contra familiares de pacientes internados em hospitais, principalmente no Estado de São Paulo. Eles se passavam por médicos e convenciam funcionários de hospitais a informarem dados de pacientes. Depois, entravam em contato com os pacientes pedindo dinheiro para pagamento de exames específicos e urgentes.

Os criminosos também acessavam publicações da venda de produtos na internet, principalmente na página da OLX, e mantinham contato com os vendedores negociando a compra, alegando pagamento com depósito bancário em envelope vazio.

Outro golpe aplicado era o chamado “bença tia”, em que o criminoso se passa por um parente da vítima, geralmente uma pessoa idosa, e informa que está com o carro quebrado na estrada ou em outra situação, necessitando de dinheiro para seu conserto.

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