Justiça mantém presos os acusados de prejudicar escolas estaduais

Seis pessoas são acusadas de desviar R$ 10 milhões dos cofres do Estado

Empresário Valdir Piran (Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

A juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, manteve a prisão de quatro dos seis acusados de participar de um esquema que desviou R$ 10 milhões dos cofres do Estado. O caso foi apurado na Operação Quadro Negro, deflagrada na manhã de terça-feira (22).

Com a investigação, seis pessoas foram presas e quatro passaram por audiência de custódia em Cuiabá.

São eles Djalma Souza Soares e Wilson Celso Teixeira (Dentinho), Edevamilton de Lima Oliveira e Francisvaldo Pereira de Assunção. Eles eram, respectivamente, dois ex-presidentes do Cepromat, fiscal de contrato e ex-servidor da Secretaria de Educação (Seduc).

Já os outros dois alvos da operação, os empresários Valdir Piran e Weydson Soares Fonteles, foram presos em Brasília (DF). O primeiro, dono de factoring, é apontado como líder do esquema. O segundo é proprietário da empresa Avançar Tecnologia em Software, usada para o desvio de recursos públicos.

Weydson chegou a prestar depoimento à Polícia Civil ainda na tarde de terça-feira, e continua detido. Já o empresário Valdir Piran não foi ouvido. A defesa, patrocinada pelo advogado Ricardo Spinelli, pediu sua transferência para Cuiabá.

O LIVRE buscou contato com o advogado para saber se o empresário já chegou a capital mato-grossense mas não teve retorno.

O processo tramita em segredo de justiça.

Operação Quadro Negro

A operação dessa terça-feira (22) foi desencadeada após auditoria da Controladoria Geral do Estado (CGE) em dois contratos firmados pelo Centro de Processamento de Dados do Estado (Cepromat, que hoje chama MTI), em 2014.

Os desvios, que somam R$ 10 milhões, aconteceram por meio de contratos firmados com a empresa Avançar. Ela foi contratada para entregar lousas digitais e softwares educacionais para atenderem a Secretaria de Estado de Educação (Seduc). No entanto, as lousas nunca foram entregues e os softwares que chegaram a algumas escolas eram falsificados.

Em força-tarefa com o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), do Ministério Público, a investigação contou com a colaboração do ex-governador Silval Barbosa e do ex-secretário Pedro Nadaf. Foram as delações premiadas dos dois que abriram caminhos para os investigadores.

Segundo os delegados, o esquema foi montado no âmbito do governo para quitar dívida de Silval Barbosa com o empresário Valdir Piran. Teria sido Piran, inclusive, que indicou a empresa investigada para prestar serviços do Governo.

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