A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve, por unanimidade, a condenação de 17 anos de prisão imposta a Richard Estaques Aguiar Silva Conceição, acusado de matar Wanderley Leandro Nascimento Costa.
A vítima era assessor parlamentar e trabalhava no gabinete do deputado estadual Wilson Santos. O crime ocorreu em fevereiro de 2023, em Cuiabá.
A pena deverá ser cumprida em regime inicialmente fechado e soma condenações por homicídio qualificado, furto qualificado e ocultação de cadáver.
No recurso apresentado ao TJMT, a defesa tentou anular a decisão do Tribunal do Júri, alegando que o veredicto teria sido contrário às provas dos autos. Também pediu a aplicação da atenuante da confissão espontânea.
Os desembargadores rejeitaram todos os argumentos. Para o colegiado, a decisão dos jurados foi coerente com o conjunto probatório e respeita o princípio da soberania do júri.
O relator destacou ainda a gravidade do caso, apontando que o réu fugiu após o crime e manteve o corpo da vítima oculto por quatro dias, o que reforça a necessidade do rigor da pena.
Um segundo envolvido, Murilo Henrique Araújo de Souza, também foi condenado. A sentença dele já transitou em julgado, sem possibilidade de recurso.





