Justiça manda soltar chefe de gabinete Emanuel Pinheiro

Antônio Montreal Neto estava preso temporarimente desde terça-feira (19), quando foi deflagrada a Operação Capistrum

Desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Marcos Machado determinou a soltura de Antônio Montreal Neto, chefe de gabinete do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB).

A decisão foi proferida na tarde desta sexta-feira (22). Único alvo da Operação Capistrum a ser detido, Montreal Neto estava preso desde terça (19).

Com a liberdade, o chefe de gabinete terá que usar tornozeleira eletrônica. Ele ainda está proibido de adentrar na Secretaria de Saúde ou em qualquer outra unidade de saúde da Capital, assim como no prédio da prefeitura.

Machado determinou ainda que Montreal não tenha contato com nenum investigado do caso ou servidor público do Município.

Acusação

O chefe de gabinete é acusado pelo Ministério Público de Mato Grosso de tentar impedir a atuação do Gaeco ao longo das investigações sobre a contratação exagerada de funcionários temporários na Secretaria de Saúde.

Segundo o MP, ao realizarem uma fiscalização na sede da Pasta e em unidades de saúde da Capital, agentes do Gaeco se depararam com servidores que tinham sido orientados por Montreal Neto a não prestar qualquer tipo de informação ou permitir acesso a documentos.

Motivo para soltura

Na decisão que alturozou a soltura, o desembargador Marcos Machado destacou o fato de Montreal Neto ter sido o único integrante da suposta organização criminosa a ser detido.

Além dele, são acusados de supostamente participar deste grupo a secretária-adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos, Ivone de Souza; o o ex-coordenador de Gestão de Pessoas da Secretaria de Saúde, Ricardo Aparecido Ribeiro; a primeira-dama Márcia Pinheiro, e o próprio prefeito Emanuel Pinheiro.

Machado argumentou ainda que Montreal Neto não é apontado como chefe da suposta organização – sendo este “cargo” atribuido ao prefeito, pelo MP – e que o vínculo funcional entre ele e Emanuel Pinheiro já não existe mais, uma vez que ambos foram afastados dos cargos que ocupavam.

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