Justiça determina perícia nos celulares de suspeitos de morte de empresária

Crime aconteceu em maio deste ano, em Lucas do Rio Verde. Para a Promotoria, marido matou esposa para ser único detentor da empresa e seus direitos após separação

(Foto: Acervo pessoal)

O juiz Evandro Juarez Rodrigues, de Lucas do Rio Verde (355 km de Cuiabá) determinou que sejam periciados os aparelhos celulares dos suspeitos de envolvimento da morte da empresária Indiana Geraldo Tardett. O telefone da vítima também deverá ser analisado. O crime aconteceu em maio deste ano.

Na averiguação, deverão ser printados, ou seja, salvos, “os percursos percorridos com respectivos horários nos dias 30 e 31/05/2021 por meio dos dados armazenados no ‘Sua linha de tempo’ do aplicativo Google Maps eventualmente contidos em cada aparelho celular”, descreveu o magistrado. Os áudio também deverão ser anexados ao processo.

O prazo concedido para a realização da perícia e da juntada dos laudos produzidos foi de 10 dias.  A decisão foi publicada no Diário de Justiça Eletrônico (DJE) dessa quinta-feira (11).

Rodrigues autorizou ainda a inclusão de imagens de câmeras de segurança que ficam próximas a casa da vítima. As gravações a serem averiguadas são de 30 e 31 de maio.

 A morte de Indiana

Indiana e Cláudio Valadares dos Santos eram sócios em uma empresa no ramo de manutenção de aeronaves e mantiveram uma união estável desde 2016. Porém, estavam em processo de separação.

Sendo assim, de acordo com o Ministério Público, Cláudio decidiu se livrar da esposa para ficar com a empresa e deter todos os direitos ao negócio.

O empresário entrou em contato com o sacerdote de candomblé Márcio Andrade dos Santos, popularmente conhecido como “Pai Baiano”, que conhecia o casal há alguns anos e para quem prestava auxílio espiritual.

No encontro, Cláudio teria confidenciado que o relacionamento estava insustentável e que não só era preciso “desamarrar a relação”, mas “colocar Indiana no caldeirão do satanás”.

Márcio, por sua vez, pediu auxílio a Jucilene Batista Rodrigues, que também trabalhava com rituais de candomblé, para executar o crime, ocorrido entre 30 e 31 de maio.

O companheiro da empresária foi o responsável pelo primeiro golpe na empresária. A vítima foi ferida na cabeça com um facão artesanal.

Após a morte de Indiana, Márcio e Jucilene, com aval de Márcio, teriam colocado Indiana em uma posição para simular um suicídio.

Liberdade negada

(Foto: Freepik)

O magistrado ainda negou o habeas corpus para Jucilene. Na decisão, Rodrigues explicou que a gravidade da conduta praticada evidencia a periculosidade da ré que agiu em conjunto com Márcio e Cláudio.

Portanto, os predicados pessoais como família constituída, bons antecedentes, residência fixa e trabalho lícito não foram capazes de justificar a liberdade para a denunciada.

“Demais disso, impele ressaltar, que não existe nos autos garantia de que a acusada, em liberdade, não encontrará os mesmos estímulos relacionados à infração pela qual se encontra segregada”, frisou.

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