Justiça dá continuidade em processo contra secretários por desvio de R$ 7 milhões

Testemunha-chave sobre o caso será ouvida na próxima semana, pela juíza Ana Cristina Mendes

Foto: Reprodução/TJMT

A juíza Ana Cristina Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, retomou o andamento da ação penal resultante da Operação Seven, que apurou mais um esquema de corrupção no Governo do Estado, e marcou para o dia 8 de maio uma nova audiência de instrução sobre o caso.

Nessa ação, são réus o procurador aposentado Francisco Gomes de Andrade Lima Filho (Chico Lima), os ex-secretários de Estado, Pedro Nadaf e Marcel de Cursi, o ex-presidente do Intermat, Afonso Dalberto, o ex-presidente da Metamat, João Justino Paes de Barros, além de Filinto Corrêa da Costa, João Celestino Corrêa da Costa Neto, Filinto Corrêa da Costa Junior, Marcos Amorim da Silva, Roberto Peregrino Morales, André Luiz Marques de Souza, Luciano Cândido do Amaral e Antônia Magna Batista da Rocha.

Em março, a juíza Ana Cristina se declarou impedida de prosseguir com a ação, porque sua filha, a advogada Marcela Abdalla, fazia parte da banca de defesa de um dos réus. Dessa forma, ela determinou o envio do caso ao juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, coordenador da 7ª Vara.

No entanto, ao receber o processo, o juiz o devolveu para a magistrada, no dia 2 de abril, observando que a filha de Ana Cristina não faz mais parte do escritório de advocacia envolvido no caso. No dia 24 de abril, então, a magistrada retomou a ação, observando que a causa do seu impedimento estaria sanada.

Para o dia 8 de maio, a juíza marcou a oitiva com a testemunha João Bertoli Filho, que deveria ter sido ouvido no dia 26 de fevereiro, mas não compareceu porque não estava na Capital. Desde 2017 o empresário é arrolado como testemunha de defesa de diversos denunciados, mas não era localizado para testemunhar. João Bertoli Filho é considerado uma testemunha “chave” na operação, e chegou a ser arrolado pelo próprio Ministério Público do Estado, autor da denúncia.

Compartilhamento

No mesmo processo, a Receita Federal pediu o compartilhamento de provas relativas à operação Seven e seus desdobramentos.

A juíza Ana Cristina aguarda manifestação do Ministério Público quanto ao pedido. Na semana passada, o juiz Jorge Tadeu também recebeu solicitação e autorizou o compartilhamento de provas, relativas a Operação Sodoma, porém.

Operação

A operação Seven teve duas fases, deflagradas pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público. O objetivo era apurar esquema de desvio e lavagem de dinheiro, por meio de fraude em processo de desapropriação de uma área rural, durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa.

Conforme o MPE, o grupo criminoso, formado por 13 pessoas, teria causado um rombo de R$ 7 milhões, ao fazer a aquisição de um imóvel de 721 hectares, de propriedade de Filinto Corrêa da Costa, por um valor superfaturado em R$ 4 milhões.

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