Justiça absolve mulher acusada de matar casal a pedradas

Os jurados entenderam que não tinha provas suficientes que pudessem ligar a acusada ao crime

Juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá (Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O Tribunal do Júri de Cuiabá não reconheceu Nilza Paula de Almeida como autora do assassinato de João Bosco de Morais Neto e Zilda Antônia dos Santos, mortos a pedradas e pauladas no Bairro Jardim Ubirajara, em Cuiabá, em março de 2016. Com isso, Nilza foi absolvida da acusação.

A mulher, que seria usuária de drogas, foi denunciada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPE). O órgão registrou que o assassinato teria acontecido depois que Nilza teve uma desavença com o casal no dia anterior ao crime, em um bar da região.

Consta na denúncia que a mulher pediu dinheiro à dupla e recebeu uma negativa, o que gerou uma discussão acalorada, que terminou em agressões. A briga só teria se encerrado quando a proprietária do bar pediu que todos fossem embora.

“Ocorre que a denunciada não se conformou com o desentendimento acima relatado e passou a planejar vingança contra as vítimas, decidindo matá-las. Para tanto, contou com a adesão de Pedro da Silva Souza na empreitada delituosa”, considerou o MPE.

Então, os dois teriam ido até a residência do casal e, assim, praticado o crime, dando-lhes golpes de madeira e pedra na cabeça.

O corpo de João foi encontrado 27 metros distante da residência, enquanto o cadáver de Zilda foi arrastado e deixado cerca de 100 metros distante da casa.

Segundo o processo, o suposto ajudante de Nilza foi identificado com insanidade mental e, portanto, deixou de ser vinculado.

Em julgamento nesta segunda-feira (8), o Conselho de Sentença reconheceu o crime, mas considerou que não havia provas que confirmassem Nilza como autora.

A sessão foi presidida pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá.

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