O empresário Felipe Socio Moroni Wenceslau, de 26 anos, foi absolvido pela Justiça de Mato Grosso da acusação de agredir a esposa com um taco de sinuca, em um caso ocorrido em outubro do ano passado, no município de Sorriso (a 398 km de Cuiabá). A decisão é da 2ª Vara Criminal da comarca e foi proferida no último dia 26 de janeiro.
O julgamento foi conduzido pelo juiz Arthur Moreira Pedreira de Albuquerque, que entendeu haver insuficiência de provas para sustentar a condenação. Com isso, Felipe foi colocado em liberdade no dia seguinte, em 27 de janeiro, após permanecer preso por cerca de três meses.
Segundo os autos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) se manifestou favoravelmente à absolvição. A defesa argumentou que a vítima solicitou o cancelamento das medidas protetivas, declarou não ter interesse na continuidade do processo e optou por não prestar depoimento em juízo — fator que pesou de forma decisiva no entendimento do magistrado.
De acordo com o advogado Walter Rapuano, a ausência do depoimento da vítima comprometeu a sustentação da acusação. “Sem o testemunho da suposta vítima em juízo, o processo perde um elemento central, o que normalmente leva à absolvição por falta de provas”, explicou.
O caso ganhou repercussão após a divulgação de imagens de câmeras de segurança que mostram a mulher sendo perseguida e agredida pelo companheiro dentro de uma vidraçaria, no dia 27 de outubro de 2025. À época, a Polícia Militar foi acionada e encontrou a vítima em estado de choque, com hematomas pelo corpo.
Ainda conforme registros policiais, familiares da mulher confirmaram as agressões, e a própria vítima apresentou fotos, vídeos e áudios que indicavam episódios de violência. Em depoimento inicial, ela relatou dependência emocional, ameaças frequentes, intimidações e agressões físicas que teriam incluído tentativa de enforcamento e socos que a levaram a perder a consciência.
Felipe foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva. Posteriormente, a defesa ingressou com habeas corpus no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que substituiu a prisão preventiva por fiança de R$ 30 mil. No entanto, o valor não foi pago, e o empresário permaneceu preso até a decisão definitiva de absolvição.
Com a sentença, todas as medidas cautelares foram revogadas.





