Júri condena homem que estrangulou e matou universitária a tijoladas

Estudante tinha terminado relacionamento porque descobriu que o homem havia matado a ex-mulher, anos antes

Juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá (Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Wellington Fabrício de Amorim Couto foi condenado a 17 anos de prisão, inicialmente em regime fechado, pelo assassinato brutal da ex-companheira, Dinéia Batista Rosa, de 35 anos. O caso, que chocou a população, aconteceu em maio de 2017 no bairro Serra Dourada, em Cuiabá.

A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri de Cuiabá no início da noite dessa quinta-feira (23), e homologada pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá.

Durante o julgamento, a defesa do acusado tentou conseguir a imputabilidade de Wellington, alegando que ele sofria de insanidade mental. No entanto, a tese não foi acolhida pelos membros do conselho de sentença.

Os jurados entenderam que Wellington praticou o crime por motivo torpe, uma vez que Dinéia teria terminado seu relacionamento com ele após descobrir que o namorado tinha assassinado a ex-mulher, em 2008.

O júri também entendeu que foi um crime cruel, uma vez que Dineia foi golpeada diversas vezes no rosto com um tijolo e submetida a um sofrimento desnecessário.

Wellington  já estava preso pelo assassinato e por ter descumprido as medidas cautelares que o permitiam ficar em liberdade.

Término e assassinato

De acordo com a Polícia Civil, o crime aconteceu no dia 20 de maio de 2017, na casa que Dineia havia comprado para a mãe, no bairro Serra Dourada, em Cuiabá. A jovem havia terminado o relacionamento de dois anos ao descobrir que o namorado tinha assassinado a ex-mulher, em 2008. Quando conheceu a universitária, ele estava em regime semiaberto.

Conforme informações repassadas à época do crime, Dineia planejava fazer uma faxina na casa da mãe quando o homem invadiu o local e a matou. Vizinhos afirmaram ter ouvido gritos da universitária, mas ela já estava morta quando a Polícia Militar chegou. O filho da vítima, que tinha oito anos, também estava na casa e presenciou o assassinato.

Dineia foi asfixiada e estrangulada com um fio de energia. Depois, foi agredida com socos e recebeu golpes de tijolo na cabeça. O rosto dela ficou desfigurado. Seu corpo foi encontrado no banheiro da residência.

Quando foi interrogado, Wellington não demonstrou nenhum tipo de arrependimento pelo crime, segundo consta do processo. Disse que provocou a asfixia da ex-companheira com as mãos, e depois seu estrangulamento, usando um pedaço de fio. Em seguida, com a vítima já desfalecida, começou a agredi-la com socos na face e finalizou o crime com golpes de tijolo.

Wellington já tinha sido condenado por homicídio anterior contra a ex-companheira. Ele cumpria pena em regime semiaberto desde 2013.

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