Juíza Selma ameaça ir à Justiça para ter o mesmo tempo de Leitão na TV

Candidatos ao Senado da coligação têm direito a 1 minuto e 39 segundos no programa eleitoral

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

A candidata a senadora Selma Arruda (PSL) promete ir à Justiça para garantir metade do tempo do programa eleitoral destinado aos candidatos ao Senado da coligação “Segue em frente Mato Grosso”. No total, a coligação tem direito a 1 minuto e 39 segundos em cada programa, que será exibido às segundas, quartas e sextas, para dividir entre os dois candidatos: a juíza aposentada e o deputado federal Nilson Leitão (PSDB).

A propaganda eleitoral no rádio e na TV começa na próxima sexta-feira (31), com os candidatos ao Senado, e se encerra em 4 de outubro, três dias antes das eleições. O grupo sustenta a candidatura do governador Pedro Taques (PSDB) à reeleição.

“Caso a divisão de tempo do horário político não tenha uma isonomia, não se respeite a condição de mulher da candidata, que já é minoria nessa eleição, e não se respeite um acordo feito com a coligação, iremos, sim, buscar a Justiça, para garantir uma disputa no mínimo igualitária”, informou o advogado da candidata, Diogo Sachs, por meio da assessoria.

Selma decidiu pressionar porque o Leitão estaria se articulando para ter mais tempo que a juíza no programa. Sozinho, o PSL teria apenas alguns segundos, enquanto o PSDB tem o terceiro maior tempo de propaganda eleitoral, em função do tamanho da bancada na Câmara Federal.

Palanque para Bolsonaro

A aliança tem enfrentado diversos estremecimentos, em função de Selma ter dado declarações que não deixam claro seu apoio aos candidatos coligados. No dia 26 de julho, antes mesmo das convenções, ela publicou um vídeo ao vivo em sua página do Facebook dizendo aos seus eleitores que eles não precisavam votar em seus aliados. “Aquele que acredita na Selma e não acredita em A ou B que está na coligação, pode, perfeitamente, votar em outro governador, outro deputado federal ou outro senador”, disse.

Na sabatina do LIVRE realizada na quinta-feira (27), também transmitida pelo Facebook, Selma chegou a pedir votos para o Procurador Mauro (PSOL), e afirmou que pede votos para Leitão apenas “por força da coligação”.

“Eu e o Leitão temos uma relação harmoniosa, mas estamos numa disputa. Não existe quem não tenha interesse de se eleger, [então é] lógico que existe embate”, disse ela, na ocasião. Em nota posterior, a assessoria de Selma disse que a candidata “não pediu votos para o procurador Mauro”.

Pesa também na disputa entre Selma e Nilson a postura do governador Pedro Taques, que aceitou dar palanque para o candidato do PSL à Presidência da República, o deputado federal Jair Bolsonaro. Isso tem causado desconforto na cúpula nacional do PSDB.

Leitão, que é líder da bancada tucana na Câmara, é obviamente mais próximo do candidato a presidente do partido, Geraldo Alckmin.

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