Jovem trabalhador morre soterrado por soja em acidente em silo de grãos

Um colega de trabalho tentou segurá-lo no momento do acidente, mas a força dos grãos foi maior

Foto: Corpo de Bombeiros

Um jovem de 22 anos morreu nessa quinta-feira (23) soterrado por grãos de soja em um acidente em um silo de armazenagem de grãos. O acidente ocorreu em uma empresa na zona rural de Tapurah (430 km de Cuiabá).

Conforme o boletim de ocorrência, a vítima, Douglas dos Santos Dias, e um colega de trabalho eram responsáveis pela limpeza das rampas de escoamento dos grãos, dentro do silo.

Por volta das 14 horas dessa quinta-feira, os dois estavam dentro do silo, como de costume, utilizando equipamentos de proteção e prevenção de acidentes (EPIS), porém, quando Douglas foi mudar de uma “corda de vida” para outra, não conseguiu se prender a tempo e foi surpreendido por um desmoronamento de grãos de soja.

Ele começou a ser sugado pelos grãos e o colega, que estava com o EPI, tentou segurá-lo pelos braços. Porém, devido à força e pressão dos grãos, o colega não conseguiu aguentar por muito tempo e Douglas foi sugado e soterrado.

Outros funcionários foram chamados e ainda tentaram resgatar a vítima, mas não conseguiram. O Corpo de Bombeiros, então, foi acionado para tentar fazer o resgate.

O Hospital Municipal também foi chamado e uma equipe médica foi para o local para tentar socorrer a vítima, mas os médicos não podiam entrar no silo devido aos riscos de acidente.

Quando a Polícia Militar chegou, Douglas já estava soterrado há aproximadamente 40 minutos e, possivelmente, já sem vida.

O Corpo de Bombeiros de Lucas do Rio Verde (330 km de Cuiabá) chegou por volta das 16h30.

Devido à grande quantidade de grãos, foi necessário fazer o processo natural de sucção dos grãos pelas máquinas do silo para a retirada da vítima.

Após alguns minutos, o corpo ficou preso em um dos tubos de sucção. Às 20h30 Douglas foi retirado e o óbito foi constatado pelo Corpo de Bombeiros.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Sorriso (400 km de Cuiabá) e a Polícia Judiciária Civil também estiveram no local para realizar a perícia e investigar as causas do acidente.

O caso foi registrado como morte acidental.

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