Jovem que matou namorada e sogro já tinha mandado de prisão em aberto por estupro

A namorada já havia registrado um boletim de ocorrência por ameaça e estupro

O jovem Luiz Felipe da Silva Alves, 24 anos, que matou a namorada e o sogro e deixou a sogra gravemente ferida, na última quinta-feira (5), em Chapada dos Guimarães (65 km de Cuiabá), teria usado uma arma furtada do avô da família da vítima para cometer o crime.

As informações são do Ministério Público Estadual, que está acompanhando as investigações do caso. Segundo o MPE, antes dos crimes contra Amanda Gabrielly da Silva Belem, 17 anos, e a família dela, Luiz Felipe já tinha um mandado de prisão em aberto por estupro cometido em outra cidade.

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Conforme a promotora de Justiça, os fatos relacionados ao crime chegaram ao conhecimento da polícia no dia 26 de agosto, quando a jovem e a sua mãe registraram boletim de ocorrência por ameaça e estupro.

No mesmo dia várias providências foram adotadas, mas, infelizmente, não foram suficientes para evitar a chacina.

Tragédia anunciada

A adolescente Amanda Gabrielly da Silva Belem, 17 anos, viveu até 2018 com os avós no município de Juara (a 690 km de Cuiabá). A primeira ameaça pelo namorado e principal suspeito do crime, Luiz Felipe da Silva Alves, foi em menos de um ano de namoro.

Desde o início do relacionamento, conforme consta em seu depoimento à Polícia Civil, o namorado dizia que não gostava de ser contrariado e a primeira comprovação veio após ela ter se recusado a manter relação sexual com ele.

Desesperada com a situação, a jovem relata que tentou terminar o namoro, mas ele não aceitou, disse que estava fora de si e que isso não aconteceria outra vez. Mesmo com medo, ela conta que não conseguiu por fim a relação.

No dia 24 de agosto, dois dias antes de seu aniversário, seus pais estavam preparando a comemoração quando ela disse que foi até a casa do namorado e ele não a deixou sair com sua irmã, levando-a a um quarto e novamente com um revólver forçou-a a manter relação sexual.

Ao voltar para a casa dos pais, onde já estava acontecendo a festa, Amanda disse ter contato para uma amiga o ocorrido, que a orientou a falar para a sua mãe. Após tomar conhecimento dos fatos, a mãe da vítima, Cristiane da Silva Belém, decidiu registrar o boletim de ocorrência na delegacia de Chapada dos Guimarães.

O termo de declaração da mãe da vítima e de uma testemunha foi elaborado no dia 26 de agosto, às 15h22. Logo em seguida, a autoridade policial representou com pedido de providências ao Poder Judiciário.

No mesmo dia, às 19h50, em plantão judicial, o magistrado, com parecer favorável do Ministério Público, determinou a aplicação de medidas protetivas à vítima, como a proibição de contato e aproximação com a ofendida, ou com testemunha dos fatos por qualquer meio de comunicação, estabelecendo-se o limite mínimo de 400  metros de distância; e a proibição de frequentar a casa e o trabalho da vítima a fim de preservar a integridade física e psicológica da agredida.

O magistrado estabeleceu ainda o cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa do suspeito. A ordem judicial foi cumprida no dia 29 de agosto e de acordo com a certidão elaborada pelo oficial de Justiça a casa estava fechada e no local foi encontrado uma espingarda, uma bolsa contendo cartuchos, um machado pequeno e um facão.

(Com Assessoria)