Jovem que matou a amiga por causa de fofoca vai a júri popular

Intriga e fofoca foram os combustíveis que culminaram no crime que marcou para sempre a vida de duas famílias

Fernanda (de branco), a vítima, e Aldirene (de vinho), a acusada (Foto do Instagram de Fernanda)

Denunciada pelo Ministério Público por ter assassinado a melhor amiga com uma facada no peito, a jovem Aldirene da Silva Santana, 26 anos, vai ser julgada por um júri popular. A decisão é do juiz da Primeira Vara Criminal de Rondonópolis (210 km de Cuiabá), Wagner Plaza Machado Junior.

A dona de casa vai ser julgada pelo assassinato de Fernanda Souza Silva, 22 anos. O crime aconteceu no dia 26 de fevereiro deste ano e teria sido motivado por uma fofoca. A intimação foi recebida pelo advogado de Aldirene, Adeir Alexsander Froder.

O juiz acatou a denúncia do MP, que diz que “há prova da materialidade e indícios de autoria”. Ela vai responder por homicídio duplamente qualificado: por motivo fútil e ter impedido a defesa da vítima.

Fernanda morreu em decorrência de lesões no coração e pulmão, dado o golpe na região torácica esquerda.

Motivo fútil

A defesa de Aldirene pediu a exclusão da qualificadora “motivo fútil”, mas o MP se mostra desfavorável. Esse ponto deve ser rediscutido no julgamento.

Em suas alegações finais, a defesa relata que Aldirene teria agido para se defender, pois “a ré praticou o crime por acreditar que no momento do fato a vítima representava perigo para ela”.

Mas o MP discorda, dizendo que o crime teria sido praticado por motivo fútil. Conforme o promotor, Aldirene teria ficado com ciúmes ao descobrir que Fernanda já teria se relacionado com seu ex-namorado. Por isso, espalhou uma fofoca sobre a amiga para o homem com quem Fernanda se relacionava.

“Na data dos fatos, em razão dessas fofocas, Fernanda e o sujeito puseram fim ao relacionamento. Todavia, Fernanda resolveu tomar satisfações com Aldirene sobre o motivo da intriga, ocasião em que se dirigiu até a quitinete em que ela residia e, após uma breve discussão, a ré tomou posse de uma faca e desferiu um golpe no peito da vítima, que morreu devido às lesões no pulmão e coração”, justifica o MP.

A data do julgamento ainda não foi anunciada. Atualmente, Aldirene está em liberdade condicional e cumpre medidas cautelares.

A reportagem do LIVRE foi até Rondonópolis para saber mais detalhes sobre o caso e contou essa história:

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