Jovem morre após parto e família denuncia possível erro médico

Jovem ficou mais de 27 horas sangrando em trabalho de parto

Imagem ilustrativa

Uma jovem de 27 anos, identificada como Rafaela Maria Rosa da Cruz, morreu nessa quarta-feira (12) após passar mais de 27 horas em trabalho de parto.

Segundo a família da jovem, ela deu entrada na Maternidade da Rede Cegonha, no centro de Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá), por volta das 5 horas da terça-feira (11) em trabalho de parto.

Ainda conforme relato da família à polícia, ela ficou até as 8h30 da quarta-feira (12) em trabalho de parto e sangrando muito e, só nesse horário, foi levada para o centro cirúrgico para realizar uma cesariana de emergência.

Após a cirurgia, ela foi levada para uma sala de recuperação, mas continuava com hemorragia e não retornava da anestesia.

A mãe, então, chamou uma médica, que, ao aferir a pressão de Rafaela e ver o estado em que ela se encontrava, disse que ela precisava retornar ao centro cirúrgico e passar por uma nova cirurgia para retirar o útero e estancar a hemorragia.

Durante a segunda cirurgia, porém, a jovem não resistiu e morreu. A família afirma que só foi informada sobre o óbito às 14 horas.

A Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) foi acionada para fazer a liberação do corpo da jovem e ouviu a família, que informou que, para eles, houve erro médico.

O caso foi registrado como omissão de socorro e morte a esclarecer sem indício de crime e será investigado pela DHPP.

O que disse a Prefeitura de Várzea Grande?

Por meio de nota, a Prefeitura de Várzea Grande, informou que, através da Secretaria Municipal de Saúde, abriu procedimentos de apuração dos fatos, inclusive com todos os atendimentos realizados pela equipe médica junto a paciente, que, segundo a prefeitura, foi atendida de forma recorrente desde dezembro de 2021 na Maternidade Dr. Francisco de Lustosa Figueiredo.

Ainda conforme a prefeitura, os fatos estão sob apuração, já que a mesma foi atendida por diversos médicos e enfermeiros. O recém-nascido, porém, passa bem e a família está recebendo o apoio do Poder Público Municipal.

A prefeitura disse, ainda, que a equipe de médicos tem 10 dias para os relatos e apontamentos, até pelo fato de haver um óbito, e para abrir automaticamente apuração pelas autoridades policiais e judiciárias.

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