Jovem indígena morre de hemorragia e índios não permitem remoção do corpo

Eles alegam que a vítima perderia sua alma no transporte e isso causaria desastres climáticos para a aldeia

Imagem ilustrativa (Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Uma jovem indígena de 21 anos morreu nesse domingo (7), na reserva indígena Bacairi, na Aldeia Pacuera, em Paranatinga (380 km de Cuiabá). A Polícia Civil foi até o local, mas  familiares não permitiram a remoção do corpo para a realização de necropsia.

A Polícia Civil recebeu uma ligação informando sobre o óbito e o delegado plantonista foi até o local, acompanhado de uma funerária, para conferir a real situação da morte.

Ao chegar, ele conversou com familiares. Eles relataram que na quinta-feira (4) a jovem havia ido até a cidade e consultado com um médico, pois estava com hemorragia.

Ela foi medicada e liberada para voltar para a aldeia. No sábado (6), porém, ela voltou a ter sangramentos, o que resultou em sua morte.

O delegado, então, questionou se poderia fazer a remoção do corpo para realizar a necropsia e saber a causa da morte. A família, no entanto, não autorizou.

O motivo, segundo os índios, é que devido a seus costumes e crenças, a jovem perderia sua alma no transporte e isso causaria futuros desastres climáticos para a aldeia.

Como a família indígena já estava agitada, o delegado resolveu apenas intimar o pai, a irmã e o enfermeiro que acompanhou a jovem em casa. Todos se comprometeram a prestar depoimento na próxima semana, após a realização dos atos fúnebres.

O caso foi registrado como morte a esclarecer sem indícios de crime.

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