Jovem com câncer acumula dívidas para tratamento e recebe ajuda da comunidade

Com apenas 25 anos, ela luta todos os dias para sua recuperação; batalha financeira também abala sua saúde, tornando-se um grande desafio na recuperação

Mais de quatro meses para a autorização de um exame, cinco meses para uma tomografia, três meses para um ultrassom. São grandes os períodos de espera promovidos pelo Sistema Único de Saúde para pacientes com câncer. “É esse tempo que, no momento, não tenho para esperar”, conta a psicóloga Carla Slongo, de 25 anos, que está lutando contra um câncer severo no aparelho reprodutivo, em Sinop (500 Km de Cuiabá).

A primeira batalha começou no dia 08 de fevereiro, após sofrer várias semanas com dores fortes no abdômen e uma séria constipação intestinal (impossibilidade de evacuar). Ao procurar médicos, acabou tendo uma internação imediata, onde foi constatado um tumor de 380 gramas no ovário. Após a retirada do tumor, fortes dores voltaram, levando a uma nova internação de 12 dias no Hospital Regional à base de morfina para cessar as dores aguardando uma vaga na Oncologia de Sinop.

‘’Minha família procurou a justiça para conseguir uma liminar para a internação, mas demorou tanto que a regulação foi mais rápida, por incrível que pareça”, ressalta.

Já na Oncologia, mais uma vez uma nova descoberta, a de um segundo tumor alojado em uma artéria.

“Foi marcada uma nova operação para a retirada do segundo tumor, mas foi somente na mesa de cirurgia que foi constatado que não havia a possibilidade de retirada por conta do tamanho e da localização. Neste mesmo procedimento foi feita uma colostomia (desvio intestinal, procedimento necessário para o auxílio da evacuação do paciente)”, explica Carla.

Na continuação, Carla conseguiu iniciar o tratamento com quimioterapia.

“Apesar de todos os problemas, consegui fazer as 28 sessões de quimioterapia indicadas para esse início de tratamento. O meu segundo tumor reduziu de 11 para 6 centímetros e agora existe a possibilidade de uma nova cirurgia para a retirada do nódulo”, conta esperançosa.

Com todo o tratamento, Carla e sua família acumularam dívidas, tiveram que vender bens e inclusive seu namorado chegou a fazer dois empréstimos bancários para arcar com as despesas.

“Eu trabalhava muito, tinha uma vida financeira saudável, mas com tudo isso não tive mais condições de trabalho, e todos os exames necessários e medicamentos são muito caros. Acabamos entrando nessa espiral financeira. Toda a minha família, amigos e parentes estão envolvidos nesse processo, mas chega um momento em que vamos ficando sem recursos”, desabafa ela, lembrando que as dívidas atualmente ultrapassam 20 mil reais.

Rede de apoio

Com toda a luta de Carla surgiu um alento, o grupo Amor de Mãe, formado por 14 mulheres que há cerca de 1 ano e meio realiza ações em prol de ajudar famílias com necessidades extremas.  Essa já é a 3º ação coletiva promovida pelas mulheres.

“Nós queremos ajudar quem realmente precisa, temos essa missão. Somos mães e sabemos que nessas horas precisamos de muito apoio, e é por isso que nos unimos. Sabemos da dificuldade das pessoas em confiar nessas ações públicas. Por isso, nós mulheres de bem e conhecidas no município emprestamos a nossa credibilidade e força de trabalho a causas tão nobres”, conta a colunista social Luciana Delbel, participante do grupo.

Além disso, o caso de Carla ganhou as redes sociais com uma mobilização impressionante. Ela já ganhou, inclusive, produtos de empresas para rifas e até sessão de fotos com direito a dia de princesa.

“Não é fácil passar por tudo isso, mas com esse apoio e carinho, realmente as coisas vão ficando um pouco mais leve. Agradeço de coração a todos que me ajudam e que oram por minha recuperação”, declara Carla, emocionada.

Para quem também quiser colaborar com o tratamento de qualquer valor, o Banco Sicredi disponibilizou uma conta especial, então confira os dados: Banco Sicredi, agência 0812 Conta Corrente 03492-6 Elisangela Carla Slongo, CPF: 036.449.481-60

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