Janaina Riva apresenta requerimento da CPI dos Grampos, mas início é incerto

CPI precisa do apoio de dois terços dos deputados, ou seja, 16 assinaturas

Foto:(Ednilson Aguiar/ O Livre)

A deputada estadual Janaina Riva (MDB) apresentou, nesta terça-feira (7), o requerimento para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o escândalo dos grampos ilegais. Com nove assinaturas, porém, a instalação da CPI ainda é incerta.

Isso porque há outras três CPIs em andamento na Assembleia Legislativa, o que faz com que a quarta CPI precise do apoio de dois terços dos deputados, ou seja, 16 assinaturas.

A deputada explicou que pretendia colher mais assinaturas, mas viu-se obrigada a se adiantar e apresentar o requerimento em função da atitude do deputado Wilson Santos (PSDB), vice-líder do governo, que havia apresentado, no início da manhã, uma CPI dos Grampos sem nenhuma assinatura.

“O deputado Wilson Santos é desrespeitoso. Ele apresentou um requerimento falando que tinha oito assinaturas, mas não tinha nenhuma. Ele quer alongar a CPI para 2011, para tirar o foco do governador Pedro Taques”, disparou Janaina.

O requerimento apresentado por Janaina tem como objeto investigar o “esquema de escutas ilegais realizadas por membros da Polícia Militar, sob suposta coordenação e financiamento de Paulo Taques, a partir de 2014, contra adversários políticos do então candidato a governador Pedro Taques”.

O documento tem aval dos deputados Romoaldo Jr (MDB), Zeca Viana (PDT), José Domingos Fraga (PSD), Wagner Ramos (PSD), Valdir Barranco (PT), Ademir Brunetto (PSB), Allan Kardec (PT) e Dilmar Dal Bosco (DEM). Este último foi líder do governo. Depois, o deputado Sebastião Rezenda (PSC) também assinou a CPI, completando 10 assinaturas.

Atualização às 11h49

Wilson Santos e Janaina Riva disputaram, ao longo da sessão, qual requerimento teria validade para abrir a CPI. O tucano sustenta que seu documento possui 10 assinaturas. O presidente da Assembleia, Eduardo Botelho (DEM), prometeu fazer uma “análise técnica” para definir qual deles terá validade. “Não posso tomar partido de nenhum dos dois”, afirmou, evitando polemizar.

Durante a sessão, o deputado Pedro Satélite (PSD) disse que somente apoiaria as CPIs se elas ficassem para depois do período eleitoral. “Não quero que essa investigação seja usada como palanque eleitoral por ninguém, nem da base nem da oposição. Quero ver qual deputado vai ficar aqui em Cuiabá e investigar. Vão é pedir voto”, afirmou, depois de anunciar a retirada da assinatura das duas CPIs.

Ex-líder do governo, Dilmar Dal’Bosco defendeu a investigação proposta por Janaina, com início em 2014 e foco no governo Taques. Sebastião Rezende, que também era governista e agora está na coligação que tem Mauro Mendes (DEM) como candidato ao governo, também anunciou a retirada da assinatura do requerimento de Wilson e manteve apoio à CPI de Janaina.

O imbróglio deve se estender pelas sessões vespertina e noturna desta terça.

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