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Isolamento por causa do coronavírus acelera consumo de serviços online

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Reinaldo Fernandes

A pandemia do novo coronavírus está acelerando a transição para o consumo de serviços oferecidos pela internet. De venda de imóveis à entrega de comida, o consumidor brasileiro, e mato-grossense, deverá sair do período de surto do vírus com maior costume a pedidos por aplicativos e sites. 

Essa mudança no comportamento do consumidor já foi verificada por pesquisas de mercado e economia, que estão acompanhando a readaptação das atividades econômicas em decorrência da pandemia e estão percebendo que os serviços de delivery (entrega a partir pedidos online) sairão com novo status logo que a paralisação dos meios físicos do consumo chegar ao fim. 

“As medidas de isolamento que vêm sendo adotadas pelos governos de vários países para reduzir a disseminação da covid-19, como por exemplo, o fechamento de estabelecimentos comerciais cujas atividades podem ser consideradas como não essenciais, estimulam a mudança na forma de aquisição destes bens e serviços. Neste sentido, os serviços de delivery surgem como uma ótima alternativa para as atividades comerciais”, diz a economista Charline Dassow. 

Ela é membro do Núcleo de Pesquisas Econômicas e Socioambientais (NUPES) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).  

A economista pontua que os momentos de crises social e econômica os consumidores tendem a mudar os seus hábitos de consumo, dando maior preferência para os bens mais essenciais, sendo neste momento, os produtos alimentares e de higiene. 

A novidade na crise pandêmica do nova coronavírus está na velocidade em que o contágio se disseminou e o momento econômico brasileiro no período anterior imediato a ela. 

O início de retomada da economia associado à necessidade de ficar em casa deram o “boom” nos serviços da internet. 

Brasileiros mais virtuais 

Estudo realizado pela empresa Kantar mostra que os brasileiros vêm mudando os seus hábitos de consumo. Em fevereiro, 71% deixaram de ir em shoppings centers e parques; 68% deixaram de ir a restaurantes e lanchonetes; e 27% começaram a comprar alimentos mais saudáveis e nutritivos.  

(Foto; Divulgação) Crescimento de serviços online abre discussão sobre a qualidade da internet, vista como um fator ainda pouco desenvolvido no Brasil

Conforme a pesquisa, paralelamente os serviços de streaming de vídeos e/ou músicas em tempo real tiveram crescimento inesperado – a indústria da música foi uma das primeiras a perceber a mudança com a programação de shows ao vivo (live) e seus artistas contratados. 

“As pessoas têm percebido a importância e as vantagens da utilização da tecnologia na forma de aquisição de produtos e/ou serviços. Se o sentimento de confiança nestas plataformas se mantiver, espera-se que estas formas de comercialização se fortaleçam ao longo do tempo”, comenta Charline Dassow. 

Outra pesquisa, da plataforma Reclame Aqui, citada pelo NUPES, realizada nos dias 9, 10 e 11 de março de 2020, identificou que 18,6% dos consumidores brasileiros passaram a utilizar serviços de delivery por causa do isolamento social. 

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