Irmão e amigo eram usados por Paulo Taques, afirma MPE

O MPE afirma que Pedro Jorge Zamar Taques e Valter José Kobori atuavam para “esconder” a participação do ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, no esquema de corrupção instaurado dentro do Detran

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O Ministério Público Estadual afirma que Pedro Jorge Zamar Taques e Valter José Kobori atuavam para “esconder” a participação do ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, no esquema de corrupção instaurado dentro do Detran de Mato Grosso. A informação consta do inquérito policial que resultou na deflagração, na manhã desta quarta-feira (09), da segunda fase da operação Bereré, batizada de “Bônus”.

Conforme o Ministério Público, o ex-secretário tratava do pagamento de propina por parte da empresa EIG Mercados LTDA, investigada no esquema, somente com Pedro Jorge, seu irmão, e Kobori, empresário e amigo. Os três foram presos preventivamente nesta quarta. 

“Como se pode ver, é evidente que Pedro Jorge Zamar Taques e Valter José Kobori atuam na organização criminosa com a finalidade de esconder a participação de Paulo Cesar Zamar Taques, pois este somente faz contato direto com Pedro Jorge ou com Valter Kobori para tratar a respeito dos pagamentos de propina pela EIG Mercados LTDA., assim como as ligações são feitas pelo aplicado do Whatsapp a fim de evitar interceptação telefônica, tudo com a finalidade de frustrar a produção de provas que demonstrem claramente suas atividades ilícitas”, diz trecho do inquérito.

No documento, o Ministério Público cita ainda uma gravação anexada ao inquérito em que Pedro Jorge comemora o fato de seu escritório estar advogando para o deputado estadual Mauro Savi, pois assim poderia acompanhar mais de perto as investigações. O parlamentar, também preso nesta quarta-feira, é apontado pelo MPE como líder da organização ao lado de Paulo Taques.

“Apesar de ponderar que isso é uma “antagônica situação” — provavelmente pelo fato de que Mauro Savi antecedera o próprio advogado no recebimento de propina, o que lhe possibilitaria acompanhar “diariamente” (nas palavras dele) o andamento das investigações. Também revela, em alguns momentos, preocupação acerca do teor de eventuais declarações prestadas por José Henrique Ferreira Gonçalves nas investigações e in a obliquamente acerca da veracidade ou não de notícias veiculadas acerca de eventual colaboração premiada firmada pelo mesmo. Também exalta que Kobori teria apresentado uma defesa ‘muito boa’”.

Operação “Bônus”

A operação Bônus é resultado da análise dos documentos apreendidos na primeira fase da Bereré, dos depoimentos prestados no inquérito policial e colaborações premiadas. Tem como objetivo desmantelar organização criminosa instalada dentro do Detran para desvio de recursos públicos.

A operação foi deflagrada pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO) Criminal e o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO), composto por membros do Ministério Público, Polícia Civil e Polícia Militar. No total, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso expediu seis mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Cuiabá, São Paulo e Brasília. As ordens partiram do desembargador José Zuquim Nogueira.

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