Investigação sigilosa contra Riva, Silval, Blairo e Sérgio Ricardo apura mensalinho

Suposto esquema foi delatado por Silval e Junior Mendonça; promotor quer responsabilização

O suposto pagamento de “mensalinho” para parlamentares da Assembleia Legislativa de Mato Grosso é objeto de uma investigação sigilosa no Ministério Público de Mato Grosso (MPE). 

A apuração foi determinada pelo promotor de Justiça Roberto Turin no dia 6 de dezembro, e tem como investigados os ex-governadores Blairo Maggi e Silval Barbosa, e os ex-deputados estaduais José Geraldo Riva e Sérgio Ricardo.

A investigação tem como base a delação premiada do próprio ex-governador, Silval Barbosa. Ainda, depoimentos do empresário Junior Mendonça, do ex-deputado Maksuês Leite e José Riva, que explicariam o “modus operandi” do esquema.

Em um dos anexos da delação, Silval conta que desde 1999 era paga uma propina para deputados estaduais, o chamado “mensalinho”. Os valores eram repassados para a eleição da Mesa Diretora, aprovação das contas de governo e apoio a projetos de interesse do Executivo.

Com as revelações, o Ministério Público abriu uma investigação para cada dois deputados citados por Silval. De ex-deputados, por exemplo, foram investigados Chico Daltro, Dilceu Dal’Bosco, Sérgio Ricardo e Joaquim Sucena, segundo o promotor de Justiça. 

Depois, as investigações separaram. A apuração em questão era movida justamente contra Sérgio Ricardo, que teria negado o recebimento de propina quando foi ouvido no MPE.

No entanto, o promotor considerou que tanto Silval quanto Blairo também teriam que ser investigados, por serem quem, supostamente, pagou as propinas. E José Riva, ex-presidente da Assembleia, também poderia ser responsabilizado. 

De acordo com Turin, Blairo Maggi já foi ouvido no MPE e negou o pagamento declarado por Silval. Ele ainda levou balanços de gestão de 2002 a 2015, que mostrariam que o orçamento executado para o governo teria vindo pronto da gestão de Dante de Oliveira.

Ainda conforme o promotor, os documentos levados apontam que Blairo teria feito uma suplementação menor do que a do governo anterior. Para a Assembleia, por exemplo, o repasse teria sido mais de 50% menor. 

Turin pediu que o Tribunal de Contas do Estado conferisse se os documentos levados por Blairo são autênticos. No entanto, foi informado que os dados não estão disponíveis digitalmente e que o pedido não poderia ser atendido.

Por isso, o promotor determinou que Blairo permanecesse sob investigação. Ele ainda determinou que o governo encaminhe o balanço das contas de 2002 e 2003, e as leis que suplementaram os orçamentos devem ser encaminhados para o MPE.

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