A investigação parlamentar ao vereador Paulo Henrique (MDB) ficará suspensa por 45 dias e ele poderá chegar ao fim do mandato sem eventual punição. A Comissão de Ética e Decoro da Câmara de Cuiabá analisa o inquérito da Operação Ragnatela.
A comissão pediu os 45 dias para ler o documento e avaliar a suposta participação de Paulo Henrique em ações de uma facção criminosa. Após este prazo, ela terá outros 90 dias para decidir sobre a situação do vereador.
“São 5 mil páginas que precisam ser lidas. Se houver alguma situação que implique em quebra da conduta ética do vereador, então passaremos para apuração em si, que pode ou não ser aprovada”, disse o presidente da comissão, vereador Rodrigo Arruda e Sá (PSDB).
O vereador Paulo Henrique é citado na operação como suspeito de intermediar a autorização de alvarás e licenças para uma casa de shows em Cuiabá, supostamente usada para lavagem de dinheiro uma por facção criminosa. Ele concorre a novo mandato neste ano.
O tempo de análise da Comissão de Ética coincidirá quase totalmente com o tempo de campanha eleitoral. Mas o presidente do grupo diz que o trabalho não será prejudicado pela campanha.
Recentemente, o presidente da Câmara, Chico 2000 (PL), disse que o inquérito da Ficco (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado), base documental da Operação Ragnatela, pode não valer para julgar politicamente Paulo Henrique. O vereador Rodrigo Arruda disse que isso também será esclarecido pela análise.




