Investidores e compradores externos buscam agronegócio sustentável

Lide MT, PR, UK e DE se unem para discutir atuais oportunidades e desafios do mercado da carne, madeira, biocombustíveis, grãos e fibras

Transporte de caroço do algodão Foto: Ampasul

Brasil: potência agroambiental. Mais que um novo conceito ou marca, expoentes do agronegócio brasileiro e especialistas em mercado defendem que o caráter sustentável da produção rural brasileira consiste, hoje, em sua grande força junto aos investidores, compradores e consumidores externos.

Neste contexto, a necessidade de reposicionamento reputacional do país frente à comunidade internacional, a superação de desafios alcançada pelo agronegócio e a demanda por ações de comunicação adequadamente dirigidas nortearam as discussões do Encontro de Agronegócio Lide Unidades. O evento on-line foi realizado esta semana pelo Lide MT, Lide Paraná, Lide UK e Lide DE e abriu a agenda agro 2021 do Grupo de Líderes Empresariais.

Nos dois dias de programação, os expositores se dedicaram a avaliar e discutir os pontos positivos e os desafios do país na pecuária, agricultura, madeira e biocombustíveis – sob a perspectiva das exportações. Nos painéis, representantes de cada segmento apresentaram um panorama de suas atividades e demonstraram como cada uma delas vêm trabalhando, ao longo dos anos, para consolidar a utilização de boas práticas em toda a cadeia produtiva, incluindo a agroindústria.

“Os critérios de sustentabilidade ambiental, social e governança, os chamados ‘ESG’, estão presentes no agronegócio nacional e são amplamente praticados. No entanto, esta verdade precisa ser mais bem percebida pelo mercado externo, sobretudo a Europa, que nos enxerga, muitas vezes, como desmatadores da Amazônia, o que não somos”, observa o presidente do Lide MT, Evandro César Alexandre dos Santos.

O evento abordou temas como a produção de proteína animal atenta ao comportamento do consumidor, a importância da certificação dos grãos, fibras e oleaginosas, o desenvolvimento do setor da madeira, cujo insumo vem, predominantemente, de áreas reflorestadas e as possibilidades de expansão da produção e comercialização dos biocombustíveis, com destaque para o etanol de milho.

“Mais de 90% da produção de biocombustíveis brasileira já está certificada, dentro das normas do programa RenovaBio, em que a matéria prima não pode vir de áreas que foram desmatadas”, pontuou o Dr. Plinio Nastari, CEO da Consultoria Datagro, ressaltando a capacidade brasileira de produzir bioenergia sustentável, capaz de suprir motores eficientes. Nastari ressaltou, ainda, a importância da integração da agricultura energética e a agricultura alimentar em um ambiente de pandemia, no qual a redução da emissão de poluentes é fundamental à saúde.

Mundo de oportunidades – Durante o evento foi ressaltado o potencial brasileiro no setor de alimentos. “Somos o celeiro, mas podemos ser o supermercado do mundo”, disse a vice-presidente global de Relações Institucionais, Reputação e Sustentabilidade da BRF, Grazielle Parenti, acrescentando que a produção de carne do Brasil é, seguramente, uma das mais sustentáveis do mundo.

Presidente do Instituto Mato-Grossense da Carne (Imac) e do Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS), Caio Penido citou a importância da rigidez do Código Florestal Brasileiro e falou da reinserção de produtores rurais que tenham desmatado ilegalmente. Ponderou que a conservação da biodiversidade tem custo elevado, arcado pelo Brasil, e que proporciona benefícios mundiais. “Nossa nova commoditie são os serviços ambientais”, arrematou, em referência aos impactos ambientais e sociais da pecuária sustentável.

Informação, demanda essencial – “Tenho a impressão de que o Brasil está numa revolução produtiva – e nós não sabemos.” A declaração, feita pela Dra. Hildegard Stausberg, jornalista alemã especialista em América Latina do jornal Die Welt, foi recebida pelos participantes do evento como um importante e oportuno alerta sobre a comunicação do agronegócio brasileiro, visão compartilhada pelo professor de Global Agribusiness da Insper, Marcos Jank.

“As integrações que o Brasil faz com milho, soja, algodão, etanol de milho, etanol de cana e eucalipto, por exemplo, são incríveis e nenhum país consegue fazer isso tão bem, hoje, como a gente, em clima tropical. É importante que isso seja mais bem conhecido pelo mundo – e aí é que entra o Lide”, declarou, se referindo à presença e ao potencial de divulgações do Grupo de Líderes Empresariais em diversos países.

O evento – O Encontro de Agronegócio Lide Unidades foi prestigiado, em sua abertura, com a presença do chairman do Lide Global, Luiz Fernando Furlan. Conduziram a programação Evandro dos Santos (Lide MT), Heloisa Garret (Lide Paraná), André Carioba e Fabiana Oscari-Bergs (Lide DE) e Breno Silva (Lide UK). Nas apresentações, compartilharam conhecimento e experiências com os participantes Gilberto Goellner (Euca Energy), Fausto Takizava (Arefloresta), Gilson Berneck (Berneck), Rafael Abud (FS Bioenergy), Guilherme Nolasco (Unem), Sérgio Rocha (Agrotools), Julio Cezar Busato (Abrapa), Edna Belizario (Grünkunft), Alexandre Monteiro (Ocepar)e André Nassar (Abiove).

(Com informações da Assessoria, Íntegra Comunicação Estratégica – Mídia Partner – LIDE MT)

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