“Inovação”: os métodos mais inusitados usados pelos presos para esconder celulares e drogas

De bolsa de colostomia a dentadura. Nenhum objeto está isento de se tornar esconderijo

No dia da visita, qualquer movimento pode ser considerado suspeito pela segurança das unidades prisionais de Mato Grosso. Nenhum objeto, por mais improvável que pareça, está livre da criatividade e ousadia dos detentos.

Muitas vezes, eles chegam a deixar “no chinelo” o MacGyver, aquele agente da série americana dos anos 80 que era capaz de combater exércitos com um canivete e um pedaço de chiclete.

Uma engenhosidade que na maior parte dos casos está focada em garantir a comunicação dos presos com o resto do mundo por meio dos celulares e quem sabe, até um giro pela Internet, com atualização das redes sociais.

Este ano, conforme dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), foram apreendidos 1.560 celulares nas unidades prisionais de Mato Grosso, 7.329 chips e 152 carregadores dentro dos presídios.

Nesses lugares, a rotina dos agentes é antecipar as inovações e diante da experiência, os profissionais da segurança elencaram os 9 esconderijos mais inusitados usados pelos presos.

1 – Bolsa de colostomia

A saída para um exame ou a recuperação de uma enfermidade podem ser usadas como oportunidade pelos presos. Em um dos casos, o preso colocou um celular e um pequeno tablet dentro da bolsa de colostomia.

Vocês sabem o que está dentro de uma bolsa de colostomia, né?!

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2- Cirurgia

Ainda dentro da categoria enfermidade, temos os casos de sutura. Por mais estreito que pareça o espaço entre a pele e o músculo, houve o caso de um preso que abriu os pontos feitos em uma cirurgia na perna e introduziu um celular dentro da incisão. Em seguida, usou linha de pescador para fechar.

3 – Prótese dentária

Nenhum sorriso é inocente neste trabalho. Dentaduras e outras próteses móveis são comumente utilizadas por presos e visitantes para esconder chips de celulares.

4 – Recheio e guloseimas

Coxinha de frango ou carne? Que nada, o recheio é celular! Além do tradicional salgado, pão de queijo, bife, biscoito e demais alimentos são usados como esconderijo. Não há limites para criatividade humana na hora de “mocar” celulares, drogas, chips de celular, carregadores e fones de ouvido.

Veja o vídeo abaixo, onde foi realizado um corte que chama a atenção pela precisão em um pedaço de churrasco e pacotes de biscoitos.

5- Entrega aérea

O preso moderno não deixa de lado a tecnologia e ostenta um drone para as entregas express. Drogas e celulares são acoplados ao equipamento, que tenta sobrevoar a unidade e deixar a encomenda para os presos.

6 – Orifícios do corpo

Ânus e vagina são vias comuns para transportar celulares e drogas para dentro das unidades. Estas apreensões geralmente impressionam pela coragem e volume. Tem coisa que nem a física explica.

7 – Estômago

Os microcelulares tem sido uma febre dentro das penitenciarias do país e não é diferente em Mato Grosso. Composto 90% de plástico para burlar detectores de metal e medindo 8 centímetros, eles têm tamanho de uma chave ou alarme de carro.

Os presos ou visitantes engolem os celulares e eles saem pelas fezes ou por vômito.

Em alguns casos, o cidadão engole mais de 3 e acaba na mesa de cirurgia.

8- Estrutura da unidade

A capacidade inventiva do ser humano não tem limites. Mangueira da fiação elétrica, dentro do vaso e abertura nas paredes. Eles utilizam pasta de dente e areia do reboco retirado para fazer uma tampa para o esconderijo.

9 – Objetos pessoais

Tubos de pasta de dente ou de cremes de massagem têm sido um dos locais preferidos para se “mocar” celulares. Como entram lá, mistério.

Foto: Sesp

 

 

(Colaboração especial da jornalista Débora Siqueira)

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