Inglês: Que idade uma criança deve iniciar o aprendizado de um segundo idioma?

Desde de que surgiu a globalização, impulsionada pela popularização da internet, outras línguas como o inglês, o espanhol e até o mandarim se tornaram mais acessíveis, sendo algumas palavras incorporadas à comunicação brasileira, passando a fazer parte do cotidiano como se fossem integrantes da língua portuguesa. Como exemplo, podemos citar as expressões “tirar uma selfie”; “fazer download”, entre outras.

Desta maneira, quando pensamos em educação, notamos que houve uma ampliação da oferta escolar bilíngue no mercado. Mas quando devemos realmente pensar sobre isso para uma criança? A resposta é: Quanto mais cedo, melhor!

Notem que desde que o bebê nasce, para o desenvolvimento do seu repertório linguístico, são a ele apresentados estímulos de comunicação formal e informal, seja por meio de gestos, expressões faciais ou discurso. Sendo assim, quanto antes a criança for exposta a outro idioma maior será a sua facilidade em aprendê-lo.

Neurologicamente falando, temos uma importante poda neuronal (redução do número de neurônios e sinapses no cérebro) durante a infância. Antes da primeira grande poda, que ocorre aos 6 anos de idade, há várias “janelas” abertas em nosso cérebro esperando estímulos externos, que, se não forem apresentados, conduzirão à desativação dos neurônios e das sinapses, diminuindo, cada vez mais, a naturalidade, a facilidade e o menor esforço para aprender algo novo.

Dos 6 meses aos 4 anos de idade se formam os circuitos relacionados à aquisição de linguagem. Por isso, nesta fase, quem é estimulado ao segundo idioma, tem maior probabilidade de não apresentar sotaque e, ainda, desenvolver uma grande capacidade de distinção de sons, como bed (cama) e bad (mau). Essa capacidade vai diminuindo com o passar dos anos. Conseguiremos aprender coisas novas durante toda vida, porém adultos terão maior dificuldade em aprender os fonemas e a sintaxe de uma nova língua, afinal, isso se desenvolveu na infância.

Além disso, há o desenvolvimento da musculatura facial, pois cada idioma requer o esforço maior de um conjunto de músculos, assim como do posicionamento da língua, que, quanto antes treinado, mais recursos o cérebro possui para armazenar essa tonicidade.

Outros benefícios como a compreensão de que um mesmo objeto pode ser representado por diferentes palavras, facilidade criacional com idéias mais assertivas e abertura para novas culturas, são alguns dos pontos que também se destacam.

Portanto, aprender inglês para um bebê não é brincadeira, é um assunto sério. Quanto mais cedo investir, melhor será o resultado. Procure uma instituição de ensino preparada para atender essa fase, com uma metodologia adequada, além de recursos em casa como áudios, livros e brinquedos interativos em outras línguas, ofertando uma gama de recursos aos pequenos, que, com certeza, lhe mostrarão rapidamente respostas.

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Empreendedora apaixonada por educação, Psicopedagoga, Especialista em Ed. Infantil e Letramento, Coaching educacional, Membro da Coordenação PEA-UNESCO MT e MS, Fundadora e CEO da Toque de Mãe Bilíngue (2007), CEO da Escola Pueri Domus Cuiabá (2016).

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