Infraestrutura ruim e mão de obra sem qualificação represam turismo na Baixada Cuiabana

Pesquisa identificou que reclamação de turistas passam por problemas básicos, como a falta de informação sobre agenda

(Foto: Suellen Pessetto/ O Livre)

A falta de infraestrutura, mão de obra e transporte são principais gargalos para o desenvolvimento do turismo na região do Vale do Rio Cuiabá. Os problemas dessas áreas afastam os visitantes, que vêm à procura de turismo de eventos e ecológico. 

A avaliação faz parte de um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Fecomércio (IPF) para o cenário de turismo que envolvem Cuiabá, Nobres, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães, Poconé e Barão do Melgaço. 

Mais de 600 pessoas foram ouvidas entre os dias 2 e 23 de fevereiro, em locais específicos ligados ao turismo, como aeroporto, hotéis e agências de viagem. As principais reclamações dos entrevistados são que as cidades possuem infraestrutura adequada para receber turistas nem informações que possam auxilia-los sobre eventos locais. 

Os gargalos vão desde a falta de operação em escala internacional do aeroporto Marechal Rondon, asfalto ruim nas ruas até a falta de conexão entre hotéis, bares, restaurantes e pontos turísticos. 

“A gente precisa pensar uma infraestrutura pensada para turista, qualificar a mão de obra – quase ninguém fala inglês aqui, por exemplo, e o turista estrangeiro reclama bastante – e depois a divulgação”, afirmou o diretor do IPF, Maurício Munhoz. 

Segundo ele, Mato Grosso do Sul, que tem as mesmas características naturais de Mato Grosso, tem uma equivalência de 5,7% do PIB (Produto Interno Bruto) do turismo, enquanto fatia aqui está baixo de 2%. 

Eventos são o foco 

A pesquisa também identificou apesar a ênfase no turismo ecológico e de aventura, com a exploração ambiental, congressos profissionais e outros de evento, geralmente concentrados em espaços fechados, são o principal motor do turismo no Vale do Rio Cuiabá. 

A ocupação diária de hotéis e pousadas, em um recorte dos dois gêneros, chegaria a R$ 2,5 milhões e movimentaria mais de 570 setores da economia, do trabalho formal na área do turismo ao trabalho informal que se movimenta por mais pessoas na rua. 

“Os eventos de agrobusiness, é claro, movimentam bastante, mas os congressos científicos também, principalmente os de medicina. Nesse momento, por exemplo, em que o setor do turismo ainda está em retomada, os hotéis são com ocupação alta por causa de congressos”, afirma a presidente do Conselho dos Empresários do Turismo, Alcimar Morette. 

Em 2021, o turismo movimentou R$ 886 milhões em Mato Grosso. Os dados foram levantados pelo IPF e ainda não consolidados. A expectativa é que os números finais subam e em 2022 tenha nova alta, impulsionada também pela participação do Cuiabá na Série A do futebol nacional.  

Os entrevistados na pesquisa também disseram que pretendem retomar as atividades presenciais conforme o recuo do cenário de pandemia. Para 80%, este é um cenário possível, em alternativa ao remoto ou híbrido. 

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