Inflação registra patamar mais alto desde 2015 e continuará sob pressão em 2022

Combustíveis e energia elétrica foram produtos que mais pesaram no bolso dos brasileiros e não perspectiva para os preços caírem

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O Índice do Preço ao Consumidor Amplo (IPCA-15) vai fechar o ano em 10,42%. A prévia divulgada nessa quinta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou alta de 0,78%, ante 1,17% de novembro. Com isso, a média anual da inflação terá o patamar mais alto desde 2015. 

Sete dos nove grupos de produtos medidos pelo IBGE tiveram alta. O maior foram os combustíveis, que pesa no bolso dos brasileiros desde o início do ano, com altas frequentes do preço pela Petrobrás. 

Em dezembro, o cenário permanece. O preço da gasolina subiu 3,28%, o do etanol 4,54% e do diesel 2,22%.  

O segundo grupo que mais ficou para no país foi o de energia elétrica. Desde setembro, os brasileiros pagam por bandeira extra no consumo do serviço, que cobra mais R$ 14,20 por cada 100 kWh consumidos. 

Pressão continuará em 2022

O economista Fernando Henrique da Conceição Dias afirma que a inflação deve continuar pressionando o bolso dos brasileiros em 2022. Os especialistas não veem fatores de mudança a curto prazo na economia. 

“A tendência é que a alta dos combustíveis continue no mesmo patamar, não existe previsão de baixa em termos de Brasil, também não existe previsão de baixa dos alimentos. Alguns fatores externos dão pressão [para que os preços continuem elevados]. O que precisamos é cuidar da inflação, da geração de emprego, com investimento direto, o que não está acontecendo”, disse. 

Segundo ele, o ano eleitoral em 2022 deve contribuir para que não haja mudanças, por ser um ano, economicamente, mais curto. O governo federal se ocupar mais com a política e articulações partidárias. 

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