Infectologista alerta sobre os riscos de uso de adornos no ambiente hospitalar

Em Cuiabá, há a operação adorno zero, que alerta sobre os riscos do uso de adornos nas áreas assistenciais

(Foto: reprodução)

No dia 11 de abril é celebrado o Dia do Infectologista, a data chama a atenção para a importância do trabalho do profissional na prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças infecciosas. Uma das atuações deste profissional no Hospital Municipal de Cuiabá Dr. Leony Palma de Carvalho (HMC) e Hospital Municipal São Benedito (HMSB) é a operação adorno zero, que alerta sobre os riscos do uso de adornos (pulseira, crachá, gravata, anéis, relógios, colares, brincos etc) nas áreas assistenciais, que prestam atendimento direto ao paciente.

Segundo a infectologista, Paula Maciel, que atua há 13 anos na área, é necessário o cumprimento do ato normativo da instituição para evitar contaminação hospitalar e da Norma Regulamentadora (NR) 32, que define as diretrizes básicas para a proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde.

“A partir da importância da higienização das mãos e com as normas orientadoras, baseada na NR 32 foi disposto o ato normativo acerca do uso de adornos. Todo aquele que exerce atividades de promoção no ambiente hospitalar deve evitar o uso de adornos, uma vez que, devemos promover a saúde e garantir uma higienização das mãos eficaz, evitando disseminação de micro-organismos”, destaca.

O gestor das duas unidades hospitalares, Paulo Rós, informa que a operação adorno zero iniciou em 2021.  “A campanha é permanente em todos os setores que exercem atividades de promoção e assistência à saúde. As ações consistem em visitas ‘in loco’ com orientações a todos os profissionais e blitz educativas reforçando a necessidade dos colaboradores de não usarem adornos”, diz.

A operação adorno zero é desenvolvida por meio do Setor de Controle de Infecção – SPCIRAS, Serviço Especializado em Engenharia de Segurança em Medicina do Trabalho – SESMET, Serviço de Segurança do Paciente e Humanização e o Núcleo de Gestão de Qualidade Hospitalar – NGQH, com profissionais de diversas áreas de atuação participando na disseminação das informações.

“O envolvimento destes setores são fundamentais para orientações de pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde. Realizamos capacitações sobre o caráter das infecções, formas de transmissão e as formas de prevenção. Isso tudo faz parte de um programa de controle de infecção elaborado em conjunto com os membros executores do serviço e membros consultores que abrangem vários setores do hospital”, pontua  a Dra. Paula.

“Desenvolvemos ações de vigilância epidemiológica das infecções hospitalares, controle de micro-organismos resistentes, uso racional de antimicrobianos, participando da capacitação e treinamento dos profissionais de saúde no controle de infecção”, finaliza.

(Da Assessoria)

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