Índios são presos após beber e tentar agredir estudantes

Polícia Civil vai investigar como eles tiveram acesso às bebidas alcoólicas

Foto: PMMT

Dois indígenas, de 32 e 42 anos, foram detidos na manhã de sexta-feira (10) acusados de causar pânico em um professor de educação física, de 53 anos, e em vários estudantes, durante uma aula. Eles teriam corrido atrás do grupo de adolescentes e tentado agredi-los.

O caso aconteceu no Ginásio de Esportes Arnaldo Martins, situado no Bairro São Benedito, em Barra do Garças (520 km de Cuiabá).

A Polícia Militar foi acionada pelo professor, que afirmou que os dois indígenas estavam embriagados e causando pânico e terror em seus alunos. Segundo o professor, os dois saíram correndo atrás dos alunos, tentando derrubá-los.

Conforme o boletim de ocorrência, por causa das várias tentativas dos índios, o professor e os alunos saíram correndo e pediram abrigo em um bar, que fica próximo ao ginásio, onde foram protegidos por frequentadores do local.

Os policiais encontraram as vítimas nesse bar e, enquanto ouviam o professor, os indígenas vieram correndo em direção à equipe. Os militares ordenaram que ambos parassem, mas eles não obedeceram e foi necessário o uso de força para segurar o primeiro suspeito, de 32 anos.

Em seguida, o outro índio também partiu para cima da equipe, tentando ter algum contato físico e os xingando. Conforme o relato do boletim de ocorrência, ele inclusive chamou os policiais para “sair no murro”.

Conforme os policiais que atenderam a ocorrência, os dois índios estavam em visível estado de embriagues e foi necessário o apoio de mais uma equipe para que os dois fossem detidos e conduzidos para a delegacia.

Em buscas pelo local, foram encontradas nove latas de cerveja cheias e ainda lacradas e duas vazias.

Investigação

A lei nº 6.001, de 19 de dezembro de 1973, diz que é crime contra os índios “propiciar, por qualquer meio, a aquisição, o uso e a disseminação de bebidas alcoólicas, nos grupos tribais eu entre índios não integrados”.

Segundo a Polícia Militar, a pena prevista para quem fornece bebidas alcoólicas a povos indígenas é a detenção de seis meses a dois anos.

A Polícia Judiciária Civil de Barra do Garças foi informada sobre o caso envolvendo os dois indígenas e vai apurar como as bebidas alcoólicas chegaram até eles.

O responsável pela investigação, delegado Adriano Marcos Alencar, vai ouvir os dois índios assim que eles estiverem em condições de prestar depoimento.

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