“Indicação ao TCE não pode ser às escuras”

O Livre

Simony TCE

 
Em 2016, um levantamento realizado pela ong Transparência Brasil revelou que 80% dos 233 conselheiros dos tribunais de contas do país são ex-políticos de carreira. “Muitos fazem parte de clãs políticos locais e vários são homens públicos de reputação nada ilibada”, apontou o estudo.

Para a auditora Simony Jin, presidente da Associação dos Auditores Públicos Externos do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (Audipe), a situação é um dos principais fatores de ineficiência dos órgãos de controle.

“Se era para os tribunais fazerem uma análise técnica, por que não estão fazendo? Essa crise fiscal, por exemplo, já era para ter sido apontada antes”, diz a presidente, em entrevista ao LIVRE.

Segundo ela, o trabalho do corpo técnico do TCE muitas vezes alcança situações dentro da esfera de articulação política de determinado conselheiro, o que aumenta o risco de interferência.

“A efetividade do nosso trabalho dependente diretamente do conselheiro. E é uma grande frustração você fazer um bom trabalho e ele não dar em nada. Perdemos nós, profissionais, e também a sociedade”, avalia.

Para mudar este quadro, Simony e outros colegas do tribunal estão à frente da campanha “Conselheiro Cidadão”, que pretende alertar a sociedade para o prejuízo das indicações por conveniência política. “O TCE é uma estrutura cara, mas necessária”, diz.

A campanha será lançada oficialmente na quarta-feira, 19, na Escola de Contas do TCE, com um debate sobre os critérios para a escolha de novos conselheiros. O objetivo, segundo a presidente, é estabelecer essas regras em uma Lei de iniciativa popular.

 

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