Indea busca apoio da Comissão de Agropecuária por autonomia orçamentária

Reivindicação da autarquia foi levada aos parlamentares em reunião na qual foi exposto o programa para combate à febre aftosa em Mato Grosso

Foto: Assessoria

O Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) pretende conseguir de fato a autonomia orçamentária e financeira que a autarquia nunca teve desde sua criação, em 1979, e reivindicou o apoio da Comissão de Agropecuária Desenvolvimento Florestal e Agrário e de Regularização Fundiária da Assembleia Legislativa para levar o tema ao governador Mauro Mendes (DEM), em reunião agendada para a próxima quarta-feira (5) no Palácio Paiaguás.

A reivindicação foi apresentada aos parlamentares em reunião realizada na tarde de quarta-feira (29), pelo coordenador de Defesa Animal do Indea, João Marcelo Brandini Néspoli, que expôs as ações no estado no contexto do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (Pnefa).

Mato Grosso é dono do maior rebanho bovino do país, com mais de 30 milhões de cabeças, é o quarto produtor de aves (90 milhões), o quinto de suínos (3 milhões) e o sétimo de peixes (62 mil toneladas ano) – e quase toda essa proteína animal tem um destino comum, a exportação para mercados cada vez mais exigentes no que toca às exigências sanitárias.

Apesar disso, o investimento do governo estadual em sanidade animal é quase nulo, insignificante ao longo das duas últimas décadas. Praticamente todos os recursos para o setor em Mato Grosso vêm do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio de convênios. Fora isso, praticamente só o Fundo Emergencial de Saúde Animal (Fesa).

Febre aftosa

Conduzida pelo presidente da comissão, deputado Ondanir Bortolini, Nininho (PSD), a reunião ordinária da Comissão de Agropecuária também teve a presença dos deputados Dr. João de Matos (MDB), Xuxu Dal Molin (PSC), Dilmar Dal Bosco (DEM), Sílvio Fávero (PSL) e Ulysses Moraes (DC).

Presentes ainda o superintendente do Mapa em Mato Grosso, José de Assis Guareschi, representantes da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Associação dos Criadores (Acrimat), Associação dos Criadores de Suínos (Acrismat), Sindicato das Indústrias Frigoríficas (Sindifrigo), além de diversos pecuaristas.

Na explanação sobre o combate à aftosa, o representante do Indea informou que o vizinho estado de Rondônia irá suspender a vacinação já no fim deste ano e iniciará os procedimentos para conseguir as certificações internacionais para obter o status de área livre da doença, sem vacinação – hoje, no Brasil, apenas Santa Catarina.

Os criadores mato-grossenses que têm rebanhos nos limites com Rondônia (região noroeste de Mato Grosso) irão acompanhar o vizinho estado e não vacinarão mais no próximo ano. Por isso, o Indea precisará ampliar o controle de sanidade na região – para o que precisará contratar emergencialmente pelo menos 18 técnicos agrícolas, além de dois médicos veterinários. Essa questão também será tratada na reunião com o governador.

Se cumprir todos os procedimentos previstos no programa nacional, Mato Grosso deverá suspender completamente a vacinação em 2021.

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