Hospital Geral de Cuiabá realiza primeira captação de múltiplos órgãos de 2022

Paciente teve morte encefálica confirmada e exames mostraram que está apta a doação

C.D.S.S, 49 anos, deu entrada no Hospital Geral de Maternidade de Cuiabá no dia 13 de fevereiro e teve morte encefálica constatada e confirmada na terça-feira (15). Ela foi considerada apta para doação de órgãos e será a primeira captação múltipla realizada pela unidade este ano.

O Hospital Geral é habilitado pelo Sistema Nacional de Transplantes como Unidade Captadora e ontem retomou serviço. O procedimento para retirada dos órgãos será realizado pela Central Nacional de Transplantes. Uma equipe de cirurgiões virá do Distrito Federal e contará com um cirurgião auxiliar do HG. Além disso, o esquema logístico será apoiado pela Força Aérea Brasileira (FAB).

De acordo com a coordenadora de Enfermagem do HG, Naila de Camargo Dalmaz, o hospital conta com a Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), formada por uma equipe multiprofissional responsável por conduzir todo o processo que antecede a doação: notificação do potencial doador, manutenção do seu estado clínico e entrevista familiar, tudo isso com o apoio da Central Estadual de Transplantes/SES.

“É muito importante que todos nós possamos manifestar em vida o desejo de ser um doador, para que nossa família esteja ciente e possa autorizar a doação de órgãos”, orienta a enfermeira.

Naila destaca que após a autorização da doação, inicia-se uma logística para prover os exames necessários. “Inserimos as informações no sistema Nacional de Transplantes, gerenciamos as logísticas de oferta e transporte e, por fim, acontece a remoção dos órgãos doados”, afirma Naila.

“O hospital tem sido muito estratégico para a rede de saúde do Estado, pois atendemos pacientes com doenças de alta complexidade, e com isso buscamos oferecer um atendimento de excelência para os usuários. Trabalhamos também para que possamos cada vez mais conscientizar a população sobre a importância do ato de doar órgãos e, consequentemente, de salvar vidas”, afirma a presidente do HG, Flávia Silvestre.

Destacamos a realização dos exames de compatibilidade genética que desde 2008 já são realizados no Laboratório do HG e agiliza muito o encontro dos possíveis receptores, em qualquer local do Brasil.

Protocolo para doação

Para que uma doação possa ser realizada, o hospital cumpre um criterioso protocolo: realizada uma bateria de exames até que seja comprovada a morte encefálica do paciente, quando o cérebro para de funcionar de modo irreversível das funções cerebrais, no qual o doador é capaz de salvar a vida de até oito pessoas, ou melhorar a qualidade de vida de mais de 20.

A diretora assistencial do HG, Caroline Evangelista de Moura explica que o diálogo entre os profissionais e os familiares sobre a doação de órgãos é feita de maneira cuidadosa e humanizada, respeitando o momento de dor pela perda do ente querido. “Oferecemos para a família a possibilidade da doação dos órgãos, e eles têm o direito de aceitar ou não. Lembrando que doação de órgãos salva vidas e transforma um momento de dor, em esperança”.

O principal ato para ser um doador de órgãos e tecidos é a declaração deste desejo para a família. No Brasil, não é necessário deixar nada por escrito, basta avisar sua família, dizendo: “Quero ser doador de órgãos”. A doação só acontece após a autorização familiar. Quando a pessoa não declara este desejo, a família pode ficar em dúvida, por isso é muito importante que toda pessoa que tem esse desejo, declare-o para seus familiares.

(Da Assessoria)

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