Hospitais de Cuiabá se preocupam com possível falta de oxigênio e mantimentos

A direção do Pronto Socorro, por exemplo, fará uma reunião nesta sexta-feira (25) para montar um plano de contingenciamento

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Os hospitais de Cuiabá já começam a se preocupar com a possível falta de oxigênio e mantimentos motivada pela continuação da greve dos caminhoneiros. A direção do Pronto Socorro de Cuiabá, por exemplo, marcou uma reunião para a tarde desta sexta-feira (25) para montar um plano de contingenciamento.

A greve já entra em seu quinto dia. O LIVRE entrou em contato com alguns dos principais hospitais da Capital e soube como está a situação das unidades e se os cuiabanos podem vir a sofrer com a falta de atendimento médico devido à greve.

Pronto-Socorro de Cuiabá

Até o momento, o Pronto-Socorro ainda não teve problemas de abastecimento devido à greve, porém, na tarde desta sexta-feira (25) será realizada uma reunião em que será montado um plano de contingenciamento. O objetivo do hospital é se precaver contra uma possível falta que possa vir a acontecer caso a greve continue.

Hospital Geral 

A direção do Hospitais Geral comunicou a preocupação com a paralisação, devido à necessidade de oxigênio para os pacientes. Além disso, a unidade ainda externou a preocupação em relação a alguns materiais e medicamentos que foram comprados e, até o momento, não foram entregues. A maior preocupação do hospital, segundo a assessoria, é a possibilidade de faltar energia, visto que, apesar de terem geradores, caso falte energia, não aguentariam muito tempo, visto que os equipamentos são movidos a diesel.

Hospital Santa Rosa

A direção informou que todo hospital precisa manter um estoque para pelo menos sete dias de oxigênio e remédios e, por isso, até o momento não houve falta de medicamentos, mas que é uma situação de risco por causa do oxigênio. O Santa Rosa ainda tem estoque suficiente para quatro dias, depois disso a direção afirmou que poderá começar a preocupação.

Hospital Universitário Júlio Müller

O HUJM ainda não está sofrendo com a falta de materiais, mas está no aguardo de uma entrega. Assim como os demais, o hospital está sendo mantido com o estoque, mas, segundo a assessoria, caso a greve continue poderão sofrer com o desfalque. O tempo em que o Júlio Müller conseguirá se manter com esse estoque vai depender da demanda de pacientes durante os dias em que a greve persistir. O impacto de insumo básico, por exemplo, irá começar dentro de uma semana, se os materiais continuarem não sendo entregues. Um exemplo são as seringas, utilizadas em todos os setores, que, caso a greve continue por mais uma semana, a direção da unidade precisará montar uma medida de redução de consumo.

Hospital Santa Helena

A unidade ainda não está sofrendo com a falta de nenhum tipo de material, sendo mantida por estoque, assim como os demais. Porém, aguarda a chegada de mercadorias que, por enquanto, estão dentro do prazo. Segundo a assessoria, a direção teme que se a greve continuar, comece a faltar produtos, como materiais cirúrgicos, que são trazidos a Cuiabá de fora. Porém, a maior preocupação do Hospital Santa Helena é com a redução da frota de ônibus, visto que, com isso, os funcionários não conseguem chegar ao hospital para trabalhar.

 

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