Horários, merenda e aulas híbridas: saiba como será a volta às aulas em MT

A reportagem do LIVRE tirou as principais dúvidas sobre o retorno às aulas com a Secretaria de Estado de Educação

(Foto: Freepik)

As aulas presenciais estão previstas para serem retomadas nas escolas públicas de Mato Grosso na próxima segunda-feira (2). A data foi marcada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e a expectativa é que prefeituras “aproveitem” a orientação para reabrir também as unidades municipais de ensino.

Muitas dúvidas sobre como será feita essa retomada, no entanto, ainda pairam no ar. Por isso, a reportagem do LIVRE fez uma série de perguntas à Seduc e lista aqui os principais pontos que pais e alunos precisam estar atentos.

1. Horário de chegada

A secretaria deixou à critério das escolas a definição sobre os horários em que os portões serão abertos. A orientação geral, no entanto, é que os alunos cheguem o mais próximo possível do horário de início das aulas.

Ao chegarem, os alunos devem ser imediatamente dirigidos para dentro de suas respectivas classes. A intenção é evitar aglomerações no pátio ou na porta da escola.

Além disso, as unidades estão orientadas a oferecer mais de um portão de entrada, se possível, e espaços de espera para os estudantes que precisam chegar muito tempo antes do início das aulas.

Nessas áreas, é preciso ter garantia de distanciamento de 1,5 metro entre as pessoas e será obrigatório o uso de máscara.

Medidas semelhantes devem ser seguidas na hora da saída.

2. Intervalo e Merenda

De acordo com a Seduc, não haverá horário de intervalo para os alunos, apenas uma pausa entre as aulas para a merenda escolar, que precisará ser consumida dentro da própria sala de aula.

(Foto: Arquivo)

A orientação às escolas é que os alunos sejam organizados em filas (respeitando o distanciamento de 1,5 metro) para buscar o alimento nos refeitórios e, imediatamente, voltem para suas respectivas salas, para comer.

Outra mudança importante é que os alunos precisarão levar seus próprios talheres e copos. No caso dos estudantes que não tiverem condições para isso, a escola continuará oferendo o utensílio, mas eles devem ser entregues na mão do aluno e não disponibilizados em locais em que eles próprio o peguem.

3. Quem vai para escola e quem fica em casa?

As aulas serão no sistema híbrido, ou seja, parte das aulas serão presenciais e parte continuará sendo remota. A orientação da Seduc é que as escolas recebam neste primeiro momento, no máximo, 50% dos alunos de cada vez, logo, eles devem ser divididos em, pelo menos, dois grupos.

A definição de quem ficará em cada grupo, segundo a secretaria, está a critério da própria escola. Os pais, no entanto, devem ser avisados com antecedência sobre as datas em que seus filhos vão estudar na escola ou em casa.

Além disso, a Seduc orientou as escolas a criar “bolhas de convívio”, isso quer dizer que alunos de um grupo não devem entrar em contato com os de outro. Isso vale para o “revezamento” entre aulas presenciais e híbridas e também para o eventual contato dentro da própria escolas, nos espaços em comum.

4. Transporte escolar

Ainda de acordo com a Seduc, ao definir os grupos de alunos, as escolas precisarão considerar os estudantes que dependem do transporte escolar. Os veículos também têm uma capacidade máxima a ser respeitada e não podem transportar de uma só vez alunos de “bolhas de convívio” diferentes.

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

5. Alunos com sintomas de covid-19

Pais e responsáveis pelos alunos serão orientados a não mandar os estudantes para as escolas quando houver qualquer sintoma semelhante à covid-19. Mas, para os casos de alunos que, eventualmente, apresentem esses sintomas quando já estiverem na escola, será necessário haver uma área de isolamento.

O aluno deve ser direcionado a este local e permanecer nele até que algum responsável possa ir buscá-lo.

Em situações como essa, a Seduc orientou as escolas a colocar toda a “bolha de convívio” daquele estudante em quarentena junto com ele, ou seja, todos os demais que tiveram contato voltarão a ter aulas somente de forma remota.

6. Conteúdo curricular

A Seduc orientou as escolas a promoverem um período de “adaptação” para os estudantes e, só aos poucos, dar início a aplicação do conteúdo curricular de cada série. Além disso, a ideia é que os alunos que estão estudando de casa tenham acesso à mesma “aula” de quem está indo para a escola.

Conforme a secretaria, isso deve ser feito por meio de material impresso, a ser distribuído para os alunos, mas também poderá ser feito por meio de transmissões ao vivo das aulas, no caso das escolas que tiverem estrutura compatível, para os estudantes com condições de conectividade à internet.

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