Homem se diz médico enviado por Deus e tenta vender aparelho que “salva” idosos

O idoso que foi vítima do golpe sofreu um AVC e estava acamado

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Um homem de 31 anos foi preso nessa terça-feira (23), em Cuiabá, acusado de enganar um casal de idosos. Ele se passou por médico e vendeu um aparelho dizendo que resolveria todos os problemas de saúde de uma das vítimas, que está acamada.

A filha do casal, de 31 anos, foi quem acionou a Polícia Militar. Ela desconfiou que se tratava de um golpe. Uma equipe da PM foi até a casa, no Bairro Três Barras, em Cuiabá, e ouviu o que estava acontecendo.

Segundo relato da filha, um suposto médico havia consultado os pais dela, dizendo que resolveria todos os problemas de saúde do idoso, que havia sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

O suposto médico entrou na casa sem autorização, colocou uma cinta com alguns fios no idoso e solicitou o aparelho celular do idoso, dizendo que usaria a internet dele.

Durante a “consulta”, o estelionatário dizia que era um “médico enviado por Deus”, que a esposa da vítima seria a “enfermeira” e que ele iria acompanhar a família até o término do “tratamento”.

Para que tudo desse certo, ele afirmava que era preciso ter acesso aos documentos pessoais dos dois idosos.

Assim que soube o que estava acontecendo, a filha do casal percebeu que era um golpe e acionou a polícia. Quando ela foi procurar o suposto médico na casa dos pais, ele já havia fugido.

Após ouvirem as vítimas e a filha, os policiais saíram a procura do suspeito e o encontraram já em outra casa. Ele foi reconhecido pela idosa e preso imediatamente.

À polícia, o homem disse que em momento algum teria dito às vítimas que os aparelhos que ele carregava seriam pagos, mas confessou que havia pedido os documentos deles, sem conseguir explicar o motivo.

Já na Central de Flagrantes de Cuiabá, porém, ele contou que vendia o aparelho a um custo de 12 parcelas de R$ 289. Com os documentos, a ideia dele era fazer uma venda no boleto, sem que o casal soubesse.

O caso foi registrado como estelionato e exercício ilegal da Medicina.

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