Homem que tentou atacar casa do prefeito de Cuiabá é ex-filiado ao partido Novo

Nas redes sociais, Gustavo Lima Franco já havia sugerido que o povo "derrame sangue" e que cabeça de ministro fosse aberta com um machado

(Foto: Arquivo Pessoal)

O homem de 28 anos preso neste sábado (8) por tentar atacar a casa do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), com um machado, é Gustavo Lima Franco, um ex-filiado ao partido Novo.

Em nota, a direção da legenda afirmou que a desfiliação ocorreu em 2019 e que “os atos dele estão em contradição com o que partido acredita”.

“O partido repudia qualquer ato de violência, preza pelo diálogo, pelo Estado de Direito e esperamos que o caso seja solucionado o mais rápido possível”, diz trecho da nota, que completa: “para se filiar ao NOVO é necessário se declarar ficha-limpa”.

(Foto: Arquivo Pessoal)

Nas redes sociais, Gustavo já havia publicado mensagens de ódio contra o prefeito Emanuel Pinheiro.

Em um post feito no dia 19 de junho, em referência a um suposto gasto de R$ 8,2 milhões em “UTI’s fantasmas”, ele diz que os cuiabanos “não tem [sic] coragem de derramar sangue para resolver os problemas”.

(Foto: Reprodução/Facebook)

Várias publicações do rapaz trazem informações falsas ou de procedência duvidosa, algumas desmentidas por contatos dele mesmo nas redes sociais, outras excluídas pela administração do Facebook.

Em uma publicação mais antiga, Gustavo sugere que a população use tratores para entrar em prefeituras e “casas de lei”.

A mensagem tem relação com as medidas de isolamento social necessárias para conter a pandemia do novo coronavírus e que impediram diversos setores da economia de funcionar por um período.

(Foto: Reprodução/Facebook)

Já numa publicação mais recente, em que compartilha o vídeo de uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), Gustavo afirma que chamaria o ex-ministro Joaquim Barbosa de rei, caso ele abrisse a cabeça do ministro Gilmar Mendes com um machado.

(Foto: Reprodução/Facebook)

O que diz a defesa?

A reportagem do LIVRE ainda não conseguiu identificar o advogado que defende Gustavo Lima Franco. Também não conseguiu contato diretamente com o rapaz.

O espaço continua aberto para manifestações.

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