Homem é resgatado de buraco, prestes a ser jogado em rio para morrer

Ele foi torturado e estava com pés e mãos amarrados. Castigo de uma facção criminosa por ter mexido com a mãe de um dos membros

Imagem ilustrativa / Pixabay

Um homem de 29 anos foi resgatado pela Polícia Judiciária Civil, na última segunda-feira (1º), depois de ter passado por uma noite de tortura. Os agressores eram membros de uma facção criminosa.

O caso aconteceu em Primavera do Leste (230 km de Cuiabá). A tortura teve início no domingo (31).

Conforme informações da Polícia, o crime ocorreu porque a vítima foi acusada de assediar uma mulher com quem estava ingerindo bebida alcoólica naquele dia.

A mulher era mãe de um integrante de uma facção criminosa e, por isso, foi dada a ordem de tortura.

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O resgate

A Polícia Civil chegou ao caso após receber denúncias anônimas sobre o local onde a vítima estava. O denunciante dizia que um homem era torturado e seria morto por afogamento no Rio das Mortes, na segunda-feira.

Uma equipe comandada pela delegada Ana Maria Machado, da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Primavera do Leste, foi até o local indicado.

O jovem foi encontrado em um buraco, com os pés e as mãos amarrados. Estava prestes a ser jogado no rio para morrer.

Segundo a delegada, o rapaz não tinha condições de mobilidade. Estava totalmente dominado pelos criminosos, que ainda taparam o buraco com uma manta.

O cobertor era utilizada por um cachorro para dormir.

“Ele estava coberto como se estivesse enterrado”, disse a delegada.

As prisões

Ao todo, a investigação da Polícia Civil apontou que sete pessoas participaram da tentativa de homicídio, mas somente dois maiores foram presos. Um menor foi apreendido. As identidades não foram reveladas.

Drogas, aparelhos eletrônicos e dinheiro também foram encontrados.

O filho da mulher que acusou a vítima foi um dos identificados como envolvido na tortura. A participação da mãe dele ainda está sendo investigada.

Já a vítima, segundo o delegado regional de Primavera do Leste, Carlos Roberto Moreira de Oliveira, não tem envolvimento com o mundo do crime.

“Fizemos um levantamento da vida pregressa dele e não encontramos, pelo menos até o momento, nenhum envolvimento em ações criminosas”, disse.

(Com Assessoria)

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