Hidrelétricas são multadas em R$ 427 mil por falta de plano de segurança para barragem

Ager afirma que empresas não têm planejamento que ajude a diagnosticar riscos em construções e possibilidades de acidentes

Duas empresas instaladas em Mato Grosso foram multadas em R$ 427 mil pela Agência Estadual de Serviços Públicos Delegados (Ager) por falta de manutenção e medidas de segurança em suas barragens para produção de energia elétrica. 

A punição foi aplicada após rejeição de recurso. As barragens são administradas pela Juruena Energia e Global Energia Elétrica. Conforme a Ager, as administradoras não têm plano de segurança e fazem gestão inadequada da manutenção e operação dos empreendimentos. 

A Global Energia Elétrica foi multada em R$ 388 mil e a Juruena Energia em R$ 39 mil.

O diretor regulador de energia e saneamento da agência, Wilber Norio Ohara, diz que as ações preventivas são necessárias para diagnosticar com antecedência situações que podem levar a episódios como os de Brumadinho e Mariana, municípios de Minas Gerais, onde ocorreram dois desastres ambientais de estouro de barragens. 

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“Recordando que, no dia 5 de novembro, de 2015, acontecia o maior desastre ambiental do Brasil, em Mariana. Pouco mais de três anos depois, surge uma nova tragédia tão preocupante quanto: o rompimento da barragem de rejeitos da Mina do Feijão, no município de Brumadinho. Em Mato Grosso não são barragens de rejeitos, mas de água em usinas hidrelétricas”, disse.  

Conforme o coordenador e regulador de energia, Thiago Bernardes, Mato Grosso tem 165 barragens de médio e pequeno porte em atividades no segmento da exploração de energia elétrica. 

Os empreendimentos estão classificados em Central Geradora Hidrelétrica (CGH); Pequena Central Hidrelétrica (PCH); Usina Hidrelétrica (UHE); Central Geradora Termelétrica (UHE); e Central Geradora Fotovoltaica (UFV). Todas estariam em estado de conversação adequado.

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