Haverá segunda onda da covid-19? Médico diz ser mais provável uma primeira prolongada

Apesar de ter números bem mais baixos, tanto de contágio quanto de mortes, Mato Grosso ainda está vivendo os efeitos iniciais da pandemia

Novas restrição na Europa para conter a segunda onda da covid-19 acenderam alerta para o restante do mundo sobre as chances de um segundo pico de contágio. 

Para o médico integrante do Departamento de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Germano Augusto Alves Pacheco, o Brasil e Mato Grosso, no entanto, ainda estão na primeira onda e é mais provável que ela se estenda por mais tempo, em relação a outros países, do que se inicie uma segunda. 

“Para saber a resposta para essa pergunta, precisamos saber antes como é o comportamento do vírus. Precisamos saber como as medidas adotadas no início da pandemia alteraram a circulação. As medidas modificaram essa circulação, mas ainda não é muito claro como. Mas é provável que as pessoas que ficaram em casa no início dessa onda saiam para rua e peguem a doença”, afirma. 

O médico diz ainda que as pessoas que tiveram a versão leve da infecção também podem ter um contágio mais acentuado, caso uma segunda onda da doença chegue ao Brasil.  

“Mas é preciso alertar que a situação, hoje, na Medicina é bem diferente do que era no início da pandemia. Os médicos estão conseguindo tratar a covid-19 na primeira e na segunda fases e isso tem ajudado muito a reduzir o número de casos graves e o impacto do vírus no organismo”, pontua. 

A contar pela avaliação da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o processo eleitoral poderá levar as taxas de contágio. Há alguns meses, ao ser questionado sobre o pico da doença, o secretário Gilberto Figueiredo, estimou que a pandemia se estendesse até o fim de 2020. 

Os motivos apresentados foram a movimentação de pessoas nas eleições municipais e a reabertura das escolas. “Estamos em meio ao primeiro evento e o segundo já não irá ocorrer este ano”. 

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