Há controvérsias: projeto sobre PCHs no rio Cuiabá deve ser votado esta semana

Mensagem do governo enviada no começo de abril foi tirada de pauta por falta de consenso e retornará após visita de empresa à Assembleia

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Deputados estaduais devem começar a votar esta semana o projeto de lei que autoriza a instalação de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) ao longo do rio Cuiabá. A mensagem do governo volta à pauta após reunião da empresa Green Energy, geradora de energia elétrica, com parlamentares. 

A reunião ocorreu na semana passada com alguns parlamentares e houve apresentação de detalhes dos modelos de hidrelétricas que as empresas com outorga já em análise pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) pedem. 

As informações levaram à mudança de posição de parlamentares, mas a polêmica sobre o impacto de PCH às margens do rio Cuiabá continua.

O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (União Brasil), diz que colocará o projeto de lei em votação esta semana. A intenção é avançar o trâmite para a segunda votação e abrir o debate, com a participação de prefeitos interessados nas instalações.  

Impacto econômico 

A deputada Janaína Riva (MDB) diz que as instalações trarão impulsão econômica para os municípios da Baixada Cuiabana, onde se concentra os piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) em Mato Grosso. 

“Inicialmente, a hidrelétrica geraria seis mil empregos, a construção não seria como a da usina de Manso, porque não seria em área alagada, ocuparia exclusivamente o fluxo do rio, no mesmo nível do rio. E municípios, como Acorizal e Rosário D’Oeste, teriam incremento de R$ 15 milhões no Orçamento”, afirmou. 

Alla Kardec (PSB), que também participou da reunião, diz que as mudanças econômicas seriam temporárias e ficariam restritas ao tempo de dois anos, o necessário para a construção de PCH, no porte planejado. Após, o funcionamento seria automatizado. 

“Há projetos de seis hidrelétricas entre [o distrito da] Guia e Nobres, são muitas hidrelétricas, e a produção de energia é baixa. Durante o processo de construção, se gera emprego e renda temporários. Depois que a hidrelétrica é instalada você precisa de só um funcionário para tocar porque é tudo automatizado”, comentou. 

Reveses 

Os principais atritos entre os deputados são o impacto na reprodução de peixes no rio Cuiabá e a baixa geração de energia elétrica que as PCHs têm. O primeiro ponto continua em debate mais às escuras e, conforme os próprios parlamentares, detalhes vão aparecer ao longo do trâmite. 

Quanto ao impacto energético, os números dados por deputados são de que Mato Grosso consumiria apenas 20% do total de energia elétrica produzida hoje. O restante entre na rede de distribuição nacional. E, mesmo assim, o estado continua no topo das tarifas mais altas do país. 

 

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorTabuleiro eleitoral
Próximo artigoQuo vadis?