Guedes e a tentativa de salvar indústrias

O corte de 50% no Sistema S representará economia de R$ 2,2 bilhões. O dinheiro vem da folha de pagamento das indústrias

Ministro da Economia, Paulo Guedes (Foto: Edu Andrade/Ascom/ME)

A redução da base de arrecadação do Sistema S foi um dos principais fatores que levou ao fechamento de 5 unidades em Mato Grosso – sendo três do Sesi e duas do Senai. Um decreto do governo Federal no começo de abril suspendeu o pagamento de 50% dos recursos repassados ao Sistema S.

Por que o Governo Federal fez isso? A medida – como justificada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes -, foi necessária para desonerar a folha de pagamento das indústrias durante o período de pandemia.

Os três meses de duração da medida significarão uma economia superior a R$ 2,2 bilhões. Isso porque 1% de todo salário pago pelo setor compõe a fonte de manutenção do Senai e 1,5% do Sesi.

Além deste fator, muitas empresas já precisaram encerrar suas atividades porque não conseguiram passar pela primeira fase da pandemia no país, em março e abril – o que resulta em redução da base de arrecadação dos recursos que alimentam o Sistema S.

Gustavo de Oliveira, presidente da Fiemt, disse que a situação está sendo difícil para a quase totalidade dos segmentos industriais.

As exceções – com as devidas ressalvas – são as indústrias de alimentação, e algumas de insumos para materiais de construção. Os demais segmentos estão dependendo da ajuda governamental – tanto estadual quanto federal.

A ajuda esperada, segundo Gustavo, é a redução de taxas de alguns setores como o madeireiro – segundo ele, em Mato Grosso é uma das mais altas do país. Outros auxílios já estão sendo garantidos, como é o caso do Banco do Brasil, que anunciou nesta quarta-feira (6), que deverá flexibilizar a negociação de contratos de alguns setores industriais e prorrogar o prazo de amortização.

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1 COMENTÁRIO

  1. A Facada ( sim, necessária ) será em toda arrecadação do Sistema S (Senai; Sesc; Sesi; Senac e mais 5 penduricalhos) totalizando 17 bilhões de reais para torrar por ano. Os 2 bilhões não fará falta e os cortes são por pura malandragem e ganancia mesmo. A tal da fara com o dinheiro público, que parece não ter dono.

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