Grupo Mafini entra em recuperação com dívida de R$ 196 milhões

Com 37 anos de existência, diversas crises financeiras foram enfrentadas nos últimos anos pelo casal responsável pela administração dos negócios

(Foto: Binyamin Mellish / Pexels)

Com dívidas acumuladas em R$ 196,3 milhões, o Grupo Mafini – que atua nos setores do agronegócio, imobiliário e de transportes – entrou em recuperação judicial.

Trata-se de um processo que serve para evitar que uma empresa em dificuldade financeira feche as portas. A empresa endividada consegue um prazo para continuar operando, enquanto negocia com seus credores, sob mediação da Justiça.

Pelo período de seis meses, todas as ações de execução fiscal, que são dívidas cobradas perante o poder Judiciário, deverão permanecer suspensas.

A autorização foi dada no dia 20 de janeiro pelo juiz substituto da 4ª Vara Cível de Sinop, Cleber Luiz Zeferino de Paula. O edital de intimação aos credores para habilitação no processo foi publicado nesta quarta-feira (3).

O grupo empresarial pertence ao empresário rural Aquiles Mafini e a sua esposa, Silvana Margarete Mafini e iniciou as atividad4es em 1984 após adquirir uma fazenda de 1.347 hectares em Campo Novo do Parecis (287 km de Cuiabá).

Posteriormente, o terreno foi entregue como parte do pagamento de uma propriedade de 6,5 mil hectares no município de Nova Ubiratã (480 km de Cuiabá).

Sucessivas crises

Para obter a recuperação judicial, o grupo Mafini alegou que enfrentou diversas crises econômicas nos últimos anos.

Em 2014, foi recebido um aval do Banco da Amazônia para realizar um investimento de R$ 20 milhões para a construção de um armazém com capacidade de 36 mil toneladas de grãos.

“Houve uma promessa de liberação de R$ 20 milhões para construção de um armazém com capacidade para 36 mil toneladas de grãos. A promessa é que o recurso seria liberado rapidamente, com isso o grupo iniciou o projeto da obra utilizando recursos próprios, paralelo ao andamento do financiamento na expectativa de que o processo seria ágil”, diz trecho do processo de recuperação judicial.

O investimento, porém, ocorreu só dois anos depois, e em valor abaixo do que havia sido pré-combinado (R$ 13 milhões). O cenário se agravou ainda mais , pois os investimentos atingiram R$ 22 milhões.

A situação do grupo empresarial se agravou ainda mais nos anos seguintes

Em 2015, o grupo Mafini foi contratado para construir uma galeria comercial em Lucas do Rio Verde e afirma que foi vítima de um golpe financeiro.

“No ano de 2015, o grupo obteve uma proposta para construção de uma galeria comercial pela empresa Conexões Empreendimentos Ltda., a qual teria aplicado um golpe, indicando que ela vendia os espaços das lojas da galeria e não repassava o percentual cabível ao grupo, além de vender o mesmo espaço para mais de um cliente, causando prejuízo estimado em R$ 3 milhões”, relata a empresa no processo.

No entanto, com a pandemia do coronavírus, a partir de março de 2020 as atividades do grupo empresarial foram ainda mais prejudicadas. Uma estimativa de arrecadação com aluguel de imóveis na ordem de R$ 350 mil foram prejudicadas.

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