Grupo do PT inicia estratégia para tentar atrair o agronegócio para campanha de Lula

PT e PSB apostam em Geraldo Alckmin para tentar ressuscitar relação de apoio criada nas eleições que elegeram Lula e Dilma Rousseff

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

O grupo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começa a mover as peças do tabuleiro para tentar se aproximar do agronegócio em Mato Grosso. A ponte está sendo feita por Geraldo Alckmin (PSB), pré-candidato a vice-presidente na chapa, sem oficialização da Justiça Eleitoral.  

A causa da busca de apoio é importância do setor para a economia do país e o aporte financeiro que poderá ocorrer na campanha da esquerda. Além disso, a distância de figuras do agro do grupo ligado ao presidente Jair Bolsonaro (PL). 

“A presidente [do PT] Gleisi Hoffmann me ligou na semana passada e disse que irá iniciar essa conversa com o agro. É uma articulação que está para além de nós [diretório estadual], e se, por acaso, houver um pedido de atuação, nós o faremos”, disse o presidente do PT em Mato Grosso, deputado estadual Valdir Barranco. 

Segundo ele, as figuras que aparecem no radar dos petistas são o ex-governador Blairo Maggi e o seu irmão produtor rural Eraí Maggi, ambos filiados ao PP, e o ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB). São nomes vistos com alguma empatia pela esquerda, considerando o histórico deles. 

Blairo Maggi foi ministro da Agricultura no governo de Michel Temer (MDB) e nos últimos meses tem se mostrado contra o posicionamento de figuras do agronegócio em Mato Grosso quanto à proximidade com Bolsonaro. 

Ele criticou, por exemplo, a decisão do presidente da Aprosoja Brasil, Antônio Galvan, hoje licenciado do cargo como pré-candidato ao Senado pelo PTB, à agenda mais ideológica de Bolsonaro. 

Leitão tem uma relação mais estreita com o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin é tem sido pensado como o ponto de ligação mais direto com o agro. Porém, recentemente Leitão negou que tenha iniciado essa articulação. 

A posição oficial do PT tentar buscar o apoio do agro foi antecedida por ensaio de Lula, durante um evento em Contagem (MG), no mês passado. Ao falar do cenário econômico do país, ele afirmou que o agronegócio deve ser um aliado e citou Maggi como “um amigo” na agenda agro. 

Fonte ligada ao agronegócio ouvida pelo Livre diz que o grupo mais distante dos bolsonaristas não descartam tentar articular um palanque para a oposição em Mato Grosso e existiria alguma vontade disso como alternativa política. 

Contudo, a estratégia não passa de uma hipótese até o momento. O caminho estaria aberto pela relação criada entre Lula e Maggi nas eleições presidenciais a partir de 2002, quando os candidatos do PT foram eleitos.

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