Grupo de teatro recolhe livros para doar a rede de biblioteca municipal

Espetáculo será nesta sexta e sábado, no Teatro do Sesc Arsenal. Entrada é gratuita; grupo pede livro para doação

Depois de circular por Goiânia (GO), Cidade de Goiás (GO) e Belo Horizonte (MG), chega a Cuiabá neste fim de semana, o espetáculo de dança contemporânea “Natureza Morta”. As apresentações ocorrem na sexta-feira (7) e sábado (8), às 20h, no Teatro do Sesc ArsenalIngressos são gratuitos, basta chegar com uma hora de antecedência, para retirá-los na bilheteria do Sesc. A classificação indicativa é de 12 anos.

O grupo Ateliê do Gesto, que traz o espetáculo a Cuiabá, se envereda por questões existencialistas e preza pela inclusão social. É por isso que as apresentações contam com recurso de audiodescrição para garantir a acessibilidade de deficientes visuais. O objetivo é facilitar o entendimento do conteúdo não-verbal.

O espetáculo também é bastante acessível à população com deficiência auditiva, visto que a questão central do espetáculo está nas imagens, gestos e visualidades produzidas pelos corpos em movimento.

Além dessa iniciativa, o grupo vai arrecadar livros. O espectador é “convocado” assim, a levar um livro novo ou usado – em bom estado – que será doado à rede de bibliotecas municipais de Cuiabá, Saber com Sabor.

O projeto conta com patrocínio da Enel Distribuição Goiás, através da Lei Goayzes.

Estética barroca

O espetáculo é inspirado pelo pensamento e estética barroca, adaptando-à contemporaneidade. Para isso, se envereda pela vida e obra do artista plástico mineiro, Farnese de Andrade, praticamente esquecido nas últimas décadas, apesar de grande contribuição para as artes visuais.

O artista plástico é conhecido como o Arquiteto da Dor, que em diálogo com o barroco e riqueza de linguagem, propôs uma reflexão sobre as relações no mundo.

Confinados no espaço, dois homens investigam questões próprias da essência humana. Imagens que brotam, afirmando a condição humana no mundo, delatando a força e a fragilidade diante do que somos constituídos: carnes, ossos, vísceras, memórias, líquidos. Através de um lento caminhar dos olhos sobre as imagens, as ações da dramaturgia são dilatadas no tempo, trazendo à memória a pulsão entre vida e a morte.

Segundo o diretor João Paulo Gross – que ao lado de Daniel Calvet encena o espetáculo -, as ideiais de transitoriedade se entrelaçam à vida e obra do artista plástico, Farnese de Andrade. “Buscamos a memória fragmentada que Farnese guardava em caixas e oratórios, representada em forma de pedaços de bonecas e santos, ex-votos e fotos ‘das gentes’  do Triângulo Mineiro, e comparando à nossa, a do indivíduo do século XXI”, explica.

“Não é originalmente barroca, mesmo porque Farnese não pertenceu, tampouco gerou  um  estilo, uma escola ou movimento. É singular. Mas até mesmo por ter como origem a ‘tradicional família mineira’, cercada de conservadorismo, cerimônia e dogmas religiosos, Farnese é contemporâneo por excelência e barroco na sua essência”.

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