Grupo de risco: Cuiabá tem quase 600 médicos e enfermeiros afastados do trabalho

Déficit implica em menos servidores na linha de frente contra o vírus, justamente em um momento em que o número de casos cresce

Imagem ilustrativa (Reprodução / Freepik)

Quase 600 médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de Enfermagem da rede de saúde pública de Cuiabá estão afastados das funções. Eles pertencem a grupos de risco para a covid-19 e pediram para não precisar ter contato com pacientes.

Todos fariam parte da linha de frente contra a pandemia e a falta deles implica em menos servidores para o número crescente de casos registrados.

Segundo a Prefeitura de Cuiabá, todos os pedidos de afastamento foram periciados, antes de serem autorizados.

“São 597 profissionais que estão fazendo muita falta, principalmente, neste momento difícil. Temos recebido um grande fluxo de pacientes. Um trabalho que já não era fácil, agora se tornou um desafio ainda maior”, declarou o secretário municipal de Saúde, Luiz Antonio Pôssas de Carvalho.

A prefeitura admitiu a lotação de pacientes nas unidades municipais de Saúde e apontou a dificuldade de contratar novos profissionais, que supram a ausência dos afastados.

“A demanda por estes profissionais está muito alta e é bastante difícil contratar mais pessoas para trabalhar na linha de frente. A maioria já trabalha em outros locais”, afirmou o secretário adjunto Luiz Gustavo Raboni.

Ao todo, 1.504 servidores municipais de saúde foram afastados do trabalho por pertencerem a grupo de risco. O número engloba, além dos médicos e enfermeiros, agentes de endemias e agentes comunitários, por exemplo.

A soma não inclui os servidores que estão afastados temporariamente por terem sido diagnosticados com a covid-19.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Estáo esperando a categoria entrar em colapso, assim como o SUS?
    Neste ritmo, náo vai ter UTI nem profissionais para atender os doentes.
    Paguem um salário digno a quem está pondo a vida em risco que logo conseguem preencher estas vagas dos que estáo afastados.
    Náo é justo sobrecarregar ainda mais a classe em um momento de pandemia com hospitais lotados.

  2. A CLASSE MÉDICA SEMPRE FOI DESVALORIZADA PELOS GOVERNOS E OS HOSPITAIS DA CAPITAL NUNCA DERAM O SUPORTE PARA SE DESEMPENHAR UM BOM TRABALHO HOSPITAIS SEMPRE SUPER
    LOTADOS E SEMPRE COM FALTA DE MEDICAMENTOS ESPERO QUEESS PANDEMIA SIRVA PARA QUE OS OLHARES SE VOLTEM PARA ESSA CATEGORIA TÃO ESSENCIAL PARA A VIDA

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