Greve geral: enfermeiros do pronto-socorro de Várzea Grande cobram reajuste nos salários

Ao todo, cerca de 400 profissionais atuam na unidade e devem paralisar atividades a partir de quinta-feira

Os enfermeiros que atuam no pronto-socorro de Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá) podem entrar em greve geral na próxima quinta-feira (30). O movimento foi aprovado pela categoria em reunião na última sexta-feira.

Pelo menos 50% dos profissionais devem permanecer trabalhando, já que se trata de um serviço essencial à população.

De acordo com o Sindicato dos Profissionais de Enfermagem de Mato Grosso (Sinpen), a greve foi motivada pelo não pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) em 2019.

O reajuste tinha sido acordado em 4% e deveria ter sido pago em outubro, mas não teria sido incorporado aos salários dos profissionais.

Além dessa reivindicação, a classe alega que, há mais de 10 anos, não há reenquadramento, ou seja, o plano de carreira dos servidores não tem sido respeitado.

Atualmente, conforme o sindicato, trabalham no pronto-socorro de Várzea Grande entre 350 a 400 técnicos em enfermagem e enfermeiros. Desses, 80% são técnicos e 40% do total são contratados.

Diretor do Sinpen, Dejamir Soares, avalia que, da pauta de reivindicações, o ponto mais grave é não cumprimento do piso salarial determinado para os técnicos de enfermagem contratados.

Segundo ele, o valor base é estipulado em R$ 1.338, por ser o pagamento inicial de um profissional concursado no município. Contudo, os técnicos estariam recebendo apenas R$ 973,89.

No holerite dos funcionários – o LIVRE teve acesso a um delesconsta que a diferença salarial é completada por um adicional de insalubridade, calculado em 40% do primeiro valor. Há ainda um “complemento constitucional”, de R$ 24,11.

Soares afirma que há, pelo menos, dois anos a classe luta pelos mesmos objetivos junto a Prefeitura de Várzea Grande. Segundo ele, houve duas tentativas de conciliação junto ao Tribunal de Justiça, mas o município não compareceu.

“Chegamos num estágio que não queremos mais conversar. Queremos só ver as respostas. Tem que ser feito alguma coisa, não dá mais para levar na barriga como tem sido feito”, disse.

O que diz a prefeitura?

A reportagem do LIVRE ainda aguarda um posicionamento da Prefeitura de Várzea Grande.

Informações preliminares apontam que, diante do indicativo de greve, a gestão teria determinado um estudo para analisar o impacto do pagamento da RGA na folha dos profissionais.

Também que uma rodada de negociações deve ser proposta para ocorrer nesta terça e quarta-feira.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Na educação de várzea Grande não é diferente, os vigilantes noturnos não recebem RGA, as horas extras a prefeitura não paga 100% como diz a lei, férias atrasadas já que não tem quem queira trabalhar o mês inteiro por 500 reais ( hora extra 50% ) que a Prefeitura quer pagar. Os vigias deveriam receber periculosidade porém não recebem e o sindicato nem toca no assunto. Infelizmente VG é deste jeito aí.

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